04 de junho, de 2015 | 20:00

Ambiente agredido

Registros de destruição de vegetação e danos à fauna preocupam autoridades no Vale do Aço


DA REDAÇÃO – O Dia Mundial do Meio Ambiente é lembrado nesta sexta-feira, 5. Em atenção à data, levantamento da Polícia Militar de Meio Ambiente no Vale do Aço revela um crescimento de 6,5% nas denúncias de crimes contra animais e a vegetação nos meses de janeiro a maio deste ano, em comparação com o ano passado.

Desde a última semana, ações são reforçadas pela corporação no intuito de sensibilizar sobre a problemática. Na avaliação do comandante do pelotão, tenente Átila Porto, “o tema Meio Ambiente deve ser encarado com maior seriedade”.

Entre janeiro e maio de 2015, foram atendidas pelos militares 669 denúncias contra crimes e infrações ambientais. Dos casos, foram lavrados 382 autos de infração, que resultaram num somatório de R$ 898.711,10 em multas. Desses autos, 45 ocorrências foram por degradação e/ou poluição; 191 contra a flora; 26 contra a pesca e 56 por infrações e crimes contra recursos hídricos. No período, 48 pessoas foram presas e apreendidas.

Nos últimos cinco meses, além disso, 349 animais silvestres foram apreendidos por confinamento em cativeiro. E 63 armas de fogo foram apreendidas em posse irregular dos infratores.

Já nos meses de janeiro a maio de 2014, 628 denúncias contra crimes e infrações ambientais foram atendidas pela Polícia de Meio Ambiente. Foram lavrados 244 autos de infração, com um montante de R$ 445.469,25 em multas aplicadas. Os autos envolveram 39 registros por degradação ou poluição; 142 ocorrências contra a flora; 24 contra a pesca e 39 por infrações e crimes envolvendo recursos hídricos. As prisões e apreensões somaram 47 pessoas.

A maior quantidade de animais silvestres ocorreu, porém, no ano passado: 706 eram mantidos ilegalmente em cativeiro. Entre os bichos apreendidos, os pássaros e aves lideram as estatísticas. E 55 armas de fogo foram apreendidas em posse irregular dos infratores.

Átila Porto avaliou os dados como “preocupantes”. O oficial lembrou maior adesão social ao tema, uma vez que manchetes da crise hídrica e a estiagem histórica enfrentada meses atrás sensibilizaram a população, que passou a denunciar em maior escala. Ele também citou o potencial de fiscalização ampliado pela polícia. Todavia, os números são significativos e o tenente defende “ações de maior envergadura”.

“É necessário uma mudança cultural. Mudanças de comportamento, no entanto, não são da noite para o dia, mas em médio e longo prazo. As escolas, por exemplo, precisam tratar a questão ambiental com as crianças de forma mais objetiva e séria, e não somente em brincadeirinhas. Tudo passa pela educação. Também cabem projetos e políticas públicas em todas as esferas de governo”, defendeu.

Já publicado:

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