09 de junho, de 2015 | 20:00

Moradores à espera da pavimentação

No bairro Alegre, falta do asfalto dificulta a vida da população


TIMÓTEO – Há pelo menos duas décadas, moradores do bairro Alegre vivem a expectativa da pavimentação de várias ruas naquela comunidade. Em vias como a rua Oito, Nove, Doze e a rua das Limeiras, moradores transitam no malsucedido calçamento feito, aparentemente, com escória e pó de pedra. Há buracos por toda a parte, pedregulhos soltos e muita terra.

Os moradores reclamam da poeira, do trânsito difícil com os veículos, da locomoção de pessoas idosas e com deficiência e outros transtornos. Reclamações parecidas têm sido apresentadas pelos moradores do bairro ao lado, o Santa Terezinha. A PMT não tem previsão de quando o problema será resolvido.

A dona de casa Renata Teixeira já perdeu uma casa no bairro devido à falta de pavimentação e contenção de encosta no Alegre. A enxurrada de pedras comprometeu a edificação e ela se mudou para a rua Doze, anos atrás.

A nova moradia está em uma rua em que também não há  calçamento e, com deficiência, ela não consegue percorrer o trecho senão por veículo. “Quando chove, tem inundação nas casas. Desce a enxurrada, que carrega pedras e entulhos para as residências, porque não há infraestrutura. O pessoal da limpeza pública sequer vem a essas ruas porque não consegue subir esse trecho sem a pavimentação”, relata.

Residente na rua Oito, a idosa Maria do Socorro Campos relata que a pavimentação de ruas do bairro é pautada com frequência junto à administração municipal e (a demanda) já foi reforçada em campanhas políticas, mas o projeto nunca saiu do papel. “Nos é sugerido que mudemos de bairro, mas isso não é simples. É um bairro desamparado”, lamentou.

Wôlmer Ezequiel


Ruas bairro Alegre
Na rua Nove, Edite Emília Martins afirma ter sido a primeira moradora da parte alta do bairro. Hoje com 68 anos, ela diz que se mudou para lá décadas atrás, após o governo municipal ceder moradias a pessoas carentes. E a construção de edificações foi impulsionada depois disso. “Na idade em que estou, nem tenho esperanças de ver a obra. Não temos a quem recorrer”, observa.

Dificuldades de locomoção também são relatadas por Terezinha das Graças, na rua Nove. Idosa, ela cuida do pai centenário, que completará em breve 102 anos. Transitar pela rua para ir ao mercado, posto de saúde ou à igreja aos domingos é, conforme define, “um calvário”.

“Meu pai já se machucou muito por escorregar nas pedras ao descer a rua. Por umas três vezes, em período de campanha jogaram cascalho e passam o rolo por cima para engabelar, mas quando vem a chuva isso piora. Não temos prazer sequer de abrir as portas e janelas. Em vez de um bom ar, entra poeira”, contou. 

Santa Terezinha

Os moradores do vizinho bairro Santa Terezinha aproveitaram a presença da reportagem para reclamar da precariedade na infraestutura de várias ruas do bairro. As reclamações são bem parecidas com as que foram apresentadas pelos moradores do bairro Alegre. 

Reposta da prefeitura 

O DIÁRIO DO AÇO entrou em contato com a Secretaria de Obras, Habitação e Defesa Civil de Timóteo. Por meio da assessoria de imprensa do órgão, o titular da pasta, Galba Gomes, informou que há um projeto de pavimentação das ruas do bairro em estudo na seção. Mas o secretário optou por não estimar uma previsão de quando obras sairão do papel.

 

 

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