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20 de junho, de 2015 | 20:00

Aumenta lista de inadimplentes em 2015

Volume de consumidores devedores acumula alta de 4,63% em cinco meses


IPATINGA – O número de consumidores com contas atrasadas e registrado nos cadastros de inadimplência apresentou nova alta, avançando 4,79% no mês de maio de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses, a alta atinge 4,63%. De acordo com dados do indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o crescimento observado em maio é o maior desde agosto do ano passado e a mais intensa variação anual para os meses de maio desde 2013.

Em Ipatinga, com base no banco de dados do SPC, o número de inclusões realizadas no período de 1º de janeiro a 11 de junho de 2014 caiu aproximadamente 9%, quando comparado ao mesmo período deste ano. Entretanto, houve queda também no número de exclusões de registros no comparativo: aproximadamente 6%.

O economista Amaury Gonçalves explica que as famílias estão endividadas por acúmulos de compras o que ocasionou o acúmulo de prestações, principalmente no momento em que os juros aumentaram.

O aumento na despesa com a conta de luz, por exemplo, leva as pessoas a priorizar o que é essencial e deixar de pagar o resto. Ele acrescenta que a inflação atingiu 8,5% e diminuiu o poder de compra dos brasileiros. Diante do quadro, as famílias se veem com menos dinheiro e deixam em aberto prestações. “O primeiro semestre é marcado pelo pagamento de impostos e, consequentemente, pelo acúmulo de contas. Outro fator são aquelas pessoas que trabalham com contrato temporário no fim do ano e que terminaram de receber a última parcela do seguro-desemprego recentemente e que ficaram sem uma renda e onde se apoiar”, disse. 

Os economistas estimam que ao final de maio havia, aproximadamente, 56,5 milhões de brasileiros com o CPF negativado em todo o país. Isso significa dizer que, entre dezembro de 2014 e maio de 2015, houve um aumento líquido de dois milhões de novos inadimplentes.

Na análise do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, as consecutivas altas da inadimplência neste segundo trimestre de 2015 coincide com o período de piora dos indicadores macroeconômicos, como inflação, renda e emprego, que afetam a capacidade de pagamento das famílias.

Na comparação mensal, entre abril e maio deste ano, o número de pessoas inadimplentes também apresentou uma ligeira aceleração, passando de 1,16% para uma alta de 1,20%. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, pontua que o aumento na base mensal de comparação, sem sazonalidade, foi puxado principalmente pelos devedores que têm dívidas atrasadas entre 91 e 181 dias - crescimento de 7,27%. "O dado sugere que os novos inadimplentes se concentram no grupo que adquiriu dívidas no início do ano e no período natalino do ano passado", informa Marcela Kawauti.

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