23 de junho, de 2015 | 20:00

Aumenta a adesão à greve da Justiça Federal

Servidores reivindicam um plano de cargos e salários, com reposição de perdas ao longo de nove anos


DA REDAÇÃO - Os servidores do Judiciário Federal no Vale do Aço mantêm a adesão à greve nacional por tempo indeterminado. A categoria, que une Justiça Federal, Eleitoral e Trabalhista, reivindica a recomposição salarial dos servidores. Há quase dez anos não é feita a reposição, o que deixa o salário dos servidores defasado, conforme o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg). Um ato público foi realizado na tarde dessa terça-feira, 23, em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho, em Coronel Fabriciano. 

No Vale do Aço, a greve foi deflagrada no dia 15 de junho. Na Justiça Federal de Ipatinga, conforme os servidores, somente 30% do quadro efetivo executam serviços essenciais. Sobre o impacto da paralisação, eles explicam que a Subseção Judiciária do município conta, atualmente, com duas Varas Federais e dois Juizados Especiais Adjuntos – em todas há profissionais paralisados. A jurisdição abrange 41 municípios no Vale do Aço e leste mineiro.

A greve tem como objetivo pressionar o governo e os tribunais superiores pela aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 28/2015, em trâmite no Senado Federal, que trata da recomposição dos salários dos servidores do Poder Judiciário da União, corroídos pela inflação dos últimos nove anos, pontua o servidor Edmilson Amaral, da Justiça Federal de Ipatinga. Conforme os grevistas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre 2006 (data da última recomposição salarial) e 2015 resulta num saldo de 49,62% de perdas.

Em Coronel Fabriciano, o Sitraemg informou, nessa terça-feira, que a paralisação ganhou a adesão parcial de servidores da 1ª Vara do Trabalho, a única onde não havia apoio ao movimento. Nas demais varas do TRT, os servidores cruzaram os braços desde a semana passada. Edmilson Amaral, também representante do Sitraemg, informou, contudo, que um percentual mínimo de trabalhadores é mantido, conforme o determinado pela legislação.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais adiantou que, até o fim do expediente de segunda-feira, foi registrada a paralisação de 112 servidores da Justiça Eleitoral mineira, correspondendo a cerca de 5% do total, incluindo os que atuam na capital e no interior.

 

Servidores da SRE devem paralisar atividades

 

Nesta quinta-feira, 25, servidores da 9ª Superintendência Regional de Ensino (SRE), com sede em Coronel Fabriciano, também deverão paralisar as atividades ao longo do dia. A coordenadora regional do Sind-UTE, Feliciana Saldanha, informou que profissionais irão a Belo Horizonte para um movimento estadual que pedirá ao governo mineiro melhorias salariais e de carreira. A convocação para a “Assembleia dos Servidores”, abrange aqueles que trabalham nas SREs e na Secretaria de Estado de Educação, na capital mineira.

 
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