25 de junho, de 2015 | 20:00
Mato por toda a parte no Parque Caravelas
Populares cobram fiscalização da Prefeitura de Paraíso para a limpeza de terrenos particulares
PARAÍSO Moradores do Parque Caravelas procuraram o DIÁRIO DO AÇO, para denunciar a quantidade expressiva de lotes vagos no bairro ora tomados pelo mato. A vegetação densa dos terrenos baldios tem sido foco de proliferação de animais peçonhentos e insetos que invadem as residências vizinhas. Outro problema é que, conforme os populares, o matagal tem atraído ao bairro bandidos que tiram proveito dessa situação para se esconder da polícia e ainda guardar mercadorias roubadas.
A grande maioria dos terrenos em aparente situação de abandono é particular. Outras áreas, dizem os moradores do bairro, são espaços públicos e de concessão da Cemig, por exemplo. A reportagem constatou espaços tomados pelo mato em diversas vias, como as ruas Diadema, Mogi Mirim, Itaquera, Santo Amaro e Paranavaí. Em algumas áreas, inclusive, há carcaças de veículos, entulhos e outros descartes.
O aposentado Nagib Salomão diz que se mudou para o Parque Caravelas há dois anos e meio. Ele lembra que o cenário do bairro, de urbanização recente, vem mudando de forma rápida, mas a preocupação dos que já se assentaram por lá é com aqueles que adquiriram lotes e não os limpam com regularidade, além das áreas que pertencem ao governo municipal. Baratas entram nas nossas casas diariamente”, reclama. Próximo à casa do idoso, na rua Diadema, o mato de um terreno vago já ultrapassou o primeiro pavimento dos imóveis vizinhos, situação semelhante em outros lotes nas ruas adjacentes.
A professora Luzia Rodrigues mora no bairro há mais tempo: 15 anos. Ela conta que o que mais tem a assustado são as cobras que, vez ou outra, aparecem dentro de casa. Dependendo do clima, é caramujo e lesma, além disso”, cita. O aposentado Adão Miguel diz ter sido surpreendido duas vezes por aranhas caranguejeiras. O vizinho dele, Edmar de Moura, destaca que os próprios moradores se juntam com frequência para fazer a capina dos terrenos baldios para reduzir os problemas, mas eles não dão conta. A dona de casa Neuza Maria, por sua vez, se preocupa com a tranquilidade da região. As áreas que não recebem cuidados têm atraído criminosos”, alertou.
O DIÁRIO DO AÇO conversou sobre o impasse com o secretário municipal de Obras de Santana do Paraíso, Eri Pimenta. O titular da pasta pontuou o crescimento do município e uma quantidade exponencial de empreendimentos imobiliários e loteamentos em ascensão na cidade. Ele destacou que a prefeitura não pode adentrar nas áreas particulares e que a situação e parecida em bairros como o Jardim Vitória, Bom Pastor, Cidade Verde, Residencial Bethânia, entre outros.
Eri Pimenta ressaltou que a dificuldade, no entanto, é localizar os proprietários de cada terreno para notificá-los e autuá-los. Isso porque, segundo ele, muitos não estão cadastrados e há aqueles terrenos que são alvos de contratos de gaveta”, isto é, quando o proprietário do imóvel faz uma repactuação do bem, e passa para um terceiro a responsabilidade de arcar com as dívidas de financiamento. O obstáculo, dessa forma, é chegar ao terceiro, comenta Eri.
O secretário de Obras salientou, além disso, que apesar da escassez de pessoal, o governo municipal tem atuado de forma exaustiva para reverter o quadro e multar os responsáveis. A Prefeitura tem feito a limpeza das áreas dela e está, dentro do possível, exigindo que os particulares também o façam”, encerrou.
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