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07 de julho, de 2015 | 17:18

Servidores do INSS na região aderem à greve nacional

Além do reajuste, eles reivindicam melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população


DA REDAÇÃO – Servidores de algumas das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Vale do Aço aderiram à greve nacional da categoria, deflagrada nessa terça-feira. Também participaram da mobilização funcionários de postos e núcleos dos Ministérios do Trabalho e da Saúde. Os funcionários pedem um reajuste salarial imediato de 27,5%, com aumento gradual durante os próximos quatro anos. Além do reajuste, eles reivindicam melhorias nas condições de trabalho e no atendimento à população.

Com a paralisação, ficou suspensa a maior parte dos atendimentos do INSS, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e das agências regionais do Trabalho no Estado.

A mobilização não ficou restrita à terça-feira. Os representantes dos sindicatos das categorias envolvidas informaram que será feita uma “operação padrão” nas agências do INSS e nos núcleos dos ministérios da Saúde e do Trabalho e Emprego, entre 7 e 9 de julho.

No Vale do Aço, a adesão foi parcial na agência do INSS em Coronel Fabriciano e total nas agências de Belo Oriente e Caratinga. A agência em Ipatinga funcionou normalmente. Uma servidora informou ao Diário do Aço que o governo propôs uma correção de 21%, dividido em quatro anos, o que representa um índice abaixo da inflação estimada para 2015, em torno de 10%.

Além disso, 30% do efetivo dos servidores públicos já têm tempo de trabalho suficiente para se aposentar. Entretanto, continuam a trabalhar porque o governo não chama pessoal da reserva de vagas ou nem mesmo realiza novos concursos para o preenchimento de cargos.

Sem a correção, os funcionários do INSS têm remuneração básica de pouco mais de R$ 900. O restante é pago na forma de gratificação. Esse critério gera um problema quando o servidor se afastar por problema de saúde e perde mais de 50% do que recebe normalmente no trabalho. O auxílio alimentação também está com defasagem. “Existem dois tipos de gratificação, uma por desempenho pessoal, paga mensalmente, e outra pelo desempenho das equipes, pagas semestralmente. Mas, se o servidor se afasta, perde as gratificações e tem que viver com a remuneração básica”, conclui a servidora. 
 
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