08 de julho, de 2015 | 13:46

Romaria Ecológica movimenta o Perd

Tradicional cavalgada reunirá cerca de 600 cavaleiros na comemoração dos 71 anos do Parque Estadual do Rio Doce


A 22ª Romaria Ecológica Diocesana, parte das comemorações dos 71 anos do Parque Estadual do Rio Doce (PERD), será no próximo sábado (11/7). A tradicional festa é marcada por cavalgada que parte das cidades de Dionísio, Marliéria e Timóteo, com um percurso de até 40 quilômetros até o parque.

Na reserva ambiental, os tropeiros se encontram para celebração da missa em homenagem ao bispo Dom Helvécio, fundador da Unidade de Conservação. A romaria relembra o ato de Dom Helvécio que levava, a cavalo, a imagem da protetora do Perd, Nossa Senhora da Saúde, pela estrada de Marliéria até o parque.

A bióloga Mirlaine Soares de Barros, coordenadora de Pesquisas Científicas do parque, informa que o objetivo é manter viva a tradição e repassar para atual geração o esforço de Dom Helvécio para a criação do parque e envolver a comunidade na proteção de uma das maiores áreas contínuas de Mata Atlântica. A celebração diocesana mobiliza as comunidades do entorno do parque e são esperadas mais de 2 mil pessoas, 600 só na cavalgada.

José Geraldo Torres, comerciante em Timóteo, participa todo ano da Romaria Ecológica. Entusiasta das cavalgadas, ele conta que ir até o parque a cavalo é como um “retorno às raízes”. “É um momento que nos leva a prestar mais atenção na natureza, além da confraternização com amigos”, afirma.

Durante o percurso, com duração de cerca de 6 horas, os cavaleiros têm pontos de parada para descanso, onde são servidos tropeiro, água, café e refrigerante. Além da romaria, a programação dos 71 anos do Perd inclui feira de artesanato e produtos típicos da região e apresentações musicais. 
Evandro Rodney


romaria ecológica


História

O Parque Estadual do Rio Doce foi criado no dia 14 de julho de 1944 em função da presença do ecossistema Mata Atlântica e de sua rica biodiversidade, apresentando várias espécies ameaçadas de extinção, como o jacaré do papo amarelo, onça pintada, mono-carvoeiro e o mutum do sudeste.

Na década de 30, o bispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, preocupado com a grande exploração da floresta pelas empresas siderúrgicas, registrou no livro de tombos da Arquidiocese de Mariana a área do parque com o objetivo de preservá-la.

O parque é reconhecido como Reserva da Biosfera pela UNESCO, possuindo a maior reserva genética de Mata Atlântica do estado. Possui área de aproximadamente 36 mil hectares de Mata Atlântica contínua, intercalados por um conjunto de aproximadamente 40 lagoas, sendo considerado o terceiro maior complexo lacustre do país.

Quer ir ao Parque Estadual do Rio Doce? Veja como:

Divulgação - 3º Pelotão MAMB/PERD


missa romaria ecológica perd


A visita ao Parque Estadual do Rio Doce (Perd) não requer agendamento prévio. Paga-se uma taxa simbólica na portaria da Unidade de Conservação, que é administrada pelo Instituto Estadual de Florestas.

Entre os atrativos estão a Lagoa Dom Helvécio, uma das maiores da região, com uma praia demarcada, o mirante e diversas trilhas em meio a mata nativa. O parque também dispõe de um restaurante.

Há duas formas de hospedagem no Perd. A mais usual é o camping, que possui uma boa infraestrutura, com vestiários, área coberta por sombra de árvores e rede elétrica. A outra forma é o hotel. Para essa forma de hospedagem há necessidade de agendamento pelo 31-3822 3006. 

O acesso pode ser feito, a partir de Timóteo pela MG-760, via distrito de Cava Grande (Marliéria), com 20 quilômetros de estrada de terra. A alternativa é via Jaguaraçu/Marliéria/Pico do Jacroá, com 12 quilômetros de estrada de terra em área de serra.

Quem sai de Belo Horizonte sentido ao Perd pode descer pela BR-262 até o entroncamento com a MG-760 em São José do Goiabal, ou seguir pela BR-381 até trevo de Jaguaraçu.

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