09 de julho, de 2015 | 20:00

Subcontratadas da Isolux entregam carta ao governador

Objetivo é dar visibilidade ao movimento e sensibilizar autoridades para reinício de obras na BR-381



IPATINGA – O grupo de empresários que representa as subcontratadas para a obra de duplicação da BR-381 (lotes 1 e 2), entregou uma carta ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) na quarta-feira, durante evento realizado no Centro Cultural Usiminas. Em busca de visibilidade para o movimento, que tem cobrado o pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 14 milhões por parte do Consórcio Isolux Engevix, os subempreiteiros contaram com a ajuda de lideranças políticas da região para que o documento chegasse às mãos de Pimentel.

Conforme explica o grupo, a ideia de pedir ajuda do Estado se deu em razão da dívida, mas também por questões de segurança, haja vista que não há sinalização nos trechos onde a obra foi iniciada e logo depois interrompida. “Está perigoso, porque os empreiteiros não querem voltar a trabalhar, pois já trabalharam por muito tempo de graça. Estamos cobrando para que tenha uma solução. A motivação da carta é dar notoriedade ao movimento. Como não teríamos tempo hábil para tentar uma audiência, pedimos auxílio e o presidente da Câmara de Ipatinga, Sebastião Guedes (PT), entregou o documento”, relata um dos integrantes do movimento.

Embora ainda não tenham retorno sobre o conteúdo do documento, os empresários acreditam que o importante é começar a sensibilizar as autoridades para a situação. “O que nos deixa preocupados é que o ritmo de obra, em outros locais, está a pleno vapor. Então, o problema não é do Dnit, e sim da Isolux. A última conversa que tivemos com (representantes da) empreiteira, falaram que pretendem se desvincular da Engevix, cujo nome está ligado à operação Lava Jato”, relata o grupo.

Esperança
Após a visita da juíza federal, Dayse Starling, ao canteiro de obras ora desativado da rodovia, os subcontratados ficaram esperançosos. Com o envolvimento do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, o grupo acredita ter conquistado aliados de peso. “O mais importante é viabilizar a obra como um todo, que está atrasada há muitos anos. Mas nosso advogado, Ranidson Gleyck, está tentando uma audiência com a juíza Dayse”, destaca um porta-voz.

O titular da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo de Campos Valadares, que acompanhou a comitiva do governador Fernando Pimentel nessa quarta-feira, falou sobre a dificuldade do processo de obras públicas. Ele observa que existem três questões fundamentais em Minas, uma é a BR-381, o anel rodoviário de BH, e o metrô de BH, todas dependentes do suporte do governo federal.


“Essas três questões estamos vivendo o dia a dia e vamos várias vezes a Brasília discutir. O governador sempre cobra a execução da obra. É uma dificuldade brasileira de fazer obra. A legislação está dificultando cada vez mais essa execução, porque você responsabiliza quem aprova o projeto. Se nós não mudarmos a legislação de contratação no Brasil, será um problema direto. Essa lei 8666 (licitações) precisa ser mudada para que o país possa contratar obra com qualidade, técnica e preço justo”, concluiu o secretário.


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