16 de julho, de 2015 | 20:00
Economia regional permanece em baixa nos dados do Caged
Sebrae aposta em iniciativa para prospectar empresas locais e superar crise
IPATINGA Os números apurados no Cadastro Geral de Empregados e desempregados (Caged) continuam desencorajadores com relação a atual conjuntura econômica do Vale do Aço. O mês de maio (último levantamento fechado do Caged) foi o segundo pior mês de 2015 para a economia de Ipatinga, por exemplo. O saldo negativo chegou a 1.199 vagas perdidas, resultado de 1.989 admissões contra 3.188 demissões no mercado de trabalho do município. O dado só não supera o do mês de março, quando o município deixou de gerar 1.326 postos de trabalho.
Em Ipatinga, o ramo da Construção Civil foi o que mais demitiu trabalhadores no mês de maio, com 1.003 desligamentos. Em seguida, são listados os segmentos de Serviços (905) e Comércio (680). Já na microrregião de Ipatinga, que abrange outros municípios na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, os setores que mais demitiram empregados foram, no entanto, Serviços (1.328), Construção Civil (1.178) e Comércio (1.128). Na microrregião, o saldo de vagas que deixou de ser gerado foi de 1.443.
Entre janeiro e maio deste ano, os números de desligamentos em Ipatinga oscilaram. Desde março, contudo, o número de demissões no município tem apresentado recuo: 4.271 (março), 3.431 (abril) e 3.188 (maio). Todavia, as admissões também recuaram: 2.945 (março), 2.480 (abril) e 1.989 (maio). As informações do Caged sinalizam o desequilíbrio e a estagnação de nichos do mercado local.
Superação
Gerente da regional do Sebrae Minas em Ipatinga, Fabrício César Fernandes avalia que o momento é de enxergar alternativas”, pois o mercado traz oportunidades e obstáculos que são inerentes à conjuntura econômica. O economista se diz otimista e informa que apesar de os dados serem negativos, o Vale do Aço tem notável potencial de crescimento. As coisas estão mudando. Apesar de crise, há oportunidades. Não podemos nos abater por isso. O empreendedor deve ser sempre otimista e buscar alternativas para fazer diferente, melhor e de forma competitiva”, pontuou.
O dirigente destaca que, na região, o Sebrae tem apostado por exemplo, em franquias, negócio que a seu ver tem se desenvolvido com muita velocidade no país. Na região, afirma, não é diferente. Esse ano lançamos cinco empresas da região como franqueadoras”, disse. Outra aposta citada por ele é o investimento nas chamadas startups, isto é, empresas recém-criadas, embrionárias”, e rentáveis. Nesse modelo, empreendedores com ideias inovadoras e promissoras, principalmente associadas à tecnologia, encontram financiamento para os seus projetos, que mostram ser lucrativos e sustentáveis ao mercado local.
Inovação
Aposta à superação de um cenário econômico desfavorável é também o projeto do serviço dos Agentes Locais de Inovação, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A partir do próximo mês, 10 profissionais bolsistas terão a iniciativa de acompanhar 400 empresas do Vale do Aço, com o objetivo de prospecta-las no mercado. Os profissionais, em processo de capacitação ao longo deste mês, terão a premissa de, a partir de agosto, atuarem em diversos segmentos econômicos locais.
A iniciativa deverá ocorrer por 30 meses, com acompanhamento gratuito no alinhamento de ideias. Os agentes irão identificar essas empresas na perspectiva de inovação, tornando-as mais competitivas. É uma alternativa do empresariado local de se posicionar de maneira diferente diante do atual cenário econômico”, disse.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:
Região tem pior mês de demissões em 2015 - 24/04/2015
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