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18 de julho, de 2015 | 09:47

Encontro reforça importância de Rede de Percepção de Odor

A reunião mais recente foi no dia 16 de julho.


A Casa de Hóspedes da Cenibra sediou mais um encontro da Rede de Percepção de Odor. O grupo, formado por 35 voluntários residentes nas comunidades próximas à unidade industrial da empresa, se reúne periodicamente para atualização de técnicas, debate sobre as ocorrências recentes e procedimentos para gestão das emissões atmosféricas. A reunião mais recente foi no dia 16 de julho.

A Rede conta, ainda, com instrumentos analisadores nas principais fontes estacionárias do processo, uma estação meteorológica automatizada, hardware e software para o modelamento da dispersão do odor na atmosfera. A utilização destes instrumentos, aliado ao trabalho dos voluntários, serve de base para as ações gerenciais voltadas à geração e controle das emissões odorosas. Os eventos de odor registrados pelos participantes são posteriormente modelados por computador, fornecendo informações para uma maior compreensão do fenômeno e futuras ações visando sua redução e controle.

Os principais parâmetros de controle definidos pelo órgão ambiental do estado são o TRS (Enxofre Reduzido Total), o SO 2 e o material particulado em suspensão (MP), provenientes das fontes estacionárias do processo produtivo.
Os valores de TRS estão relacionados ao processo de fabricação de celulose Kraft e fornecem uma estimativa da concentração de mercaptanas, que são os compostos associados aos eventos de percepção de odor. Os valores das emissões, considerando-se as fontes estacionárias existentes, são inferiores ao padrão internacional de 5 ppm, proposto e adotado pela empresa em seu licenciamento ambiental desde 2001.

As emissões de SO2 são historicamente inferiores ao limite atual de 2.500 mgSO2/Nm 3 , pois os principais processos relacionados à produção de celulose Kraft são tipicamente de redução química, com emissão de TRS. As emissões mais relevantes são provenientes da chaminé central, que escoa os gases das duas caldeiras a biomassa e da caldeira de recuperação Nº 2, bem como da caldeira auxiliar a óleo (processos de combustão). As demais fontes apresentam emissão SO 2 inferiores a 10 mg/Nm³.
 
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