23 de julho, de 2015 | 20:00

Pior mês de junho em nove anos

Desemprego avança na região do Vale do Aço em cenário de economia fraca


DA REDAÇÃO – A região do Vale do Aço deixou de gerar 1.183 vagas formais de trabalho no último mês de junho. Esse é o pior resultado local para o mês desde 2007. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O banco de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa, para junho de 2015, 4.507 desligamentos, diante de 3.324 admissões na região. O fechamento de postos de trabalho no Vale do Aço continua liderado pelo setor da Construção Civil, onde a diferença entre contratações e demissões resulta no fechamento de 683 vagas.

Os dados citados fazem referência à microrregião de Ipatinga na base de dados do Caged, que compreende 13 municípios da Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço. No último mês de junho na microrregião, a Construção Civil - segmento mais fragilizado no âmbito local - demitiu 1.136 trabalhadores e contratou 453 empregados, com variação negativa de 683 postos de trabalho fechados. No último trimestre (abril a junho), o resultado do mês passado só não foi pior que o mês de maio, quando o segmento da Construção Civil registrou 1.178 desligamentos, ante a 419 admissões. 

O segundo setor que mais fechou vagas de trabalho formais em junho de 2015 no Vale do Aço foi a Indústria. O segmento dispensou 1.013 empregados e contratou 636, diferença negativa de 377 postos perdidos. Sem considerar a diferença entre admissões e desligamentos, que demonstra o número de vagas que foram geradas ou os empregos que foram efetivamente perdidos, e observados apenas os números de dispensa de trabalhadores, o ranking de setores que mais desligou funcionários no período para a região é o seguinte: Comércio (1.141), Construção Civil (1.136) e Serviços (1.125). O 1º lugar da lista, o Comércio, todavia, contratou 986, com desequilíbrio de -155.

Na cidade mais populosa da região, Ipatinga, o mês de junho deste ano foi marcado pelo desligamento de 2.938 trabalhadores e a admissão de 2.086. O número de vagas que deixou de ser gerado é de 852. No município, o fechamento de postos foi de 460 vagas na Construção Civil, 328 na Indústria e 72 no Comércio.

Para a região e o município de Ipatinga, os dados do Caged estão disponíveis a partir do ano de 2007. Observado apenas o mês de junho de lá para cá, a abertura e fechamento de postos com carteira assinada oscilaram. Apesar disso, a eliminação de vagas foi mais drástica em 2015 (1.183 negativos). O resultado mais próximo desse saldo nos últimos 9 anos no Vale do Aço só foi sentido em junho de 2013, quando 705 vagas foram eliminadas no mercado local. Já em relação ao município de Ipatinga, é o terceiro ano consecutivo em que predomina o fechamento de postos no mês de junho.

IBGE

O desemprego em junho ficou em 6,9%, 2,1 pontos percentuais acima ao de junho do ano passado (4,8%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa de desemprego para o mês desde 2010, quando o índice chegou a 7%. Em relação a maio deste ano, a taxa de junho é 0,2 ponto percentual maior, como mostra a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nessa quinta-feira (23).


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