23 de julho, de 2015 | 15:49
Timóteo sediará Encontro Regional de Políticas sobre Drogas
"Droga é questão de saúde pública" aponta representante do governo estadual
O município de Timóteo sediará o Encontro Regional de Políticas sobre Drogas, que será realizado no dia 13 de agosto. Além de uma "epidemia" de homicídios, tentativas de homicídios e outros crimes graves, o uso de entorpecentes ilícitos é também um problema de saúde.
Só o combate ostensivo não consegue resolver o problema. O governo tem gastos elevados do dinheiro público com ações policiais, que nunca conseguiram controlar a situação. O que fazer, então? A pergunta será lançada em evento regional, no mês de agosto.
Esta semana, o superintendente de Municipalização e Relações Institucionais da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), Mauro Anderson de Oliveira Felipe, esteve em Timóteo, onde participou de reunião de coordenação do evento, que abrangerá 102 municípios do Vale do Aço e Vale do Rio Doce. O encontro de trabalho foi realizado pela manhã, na sede do Metasita.
Timóteo será o primeiro município a realizar o Encontro Regional que terá uma série de 12 encontros em todo o Estado. O tema a ser abordado é Prevenção: Ação ou Teoria”? " O encontro tem como principais objetivos a promoção de debates, institucionalizar a participação da sociedade nos diversos setores para planejamento, gestão e controle das políticas públicas sobre drogas no estado e nos municípios", explica Mauro Felipe.
O superintendente destacou que os encontros buscam fortalecer os conselhos municipais de políticas públicas sobre drogas e promover a implantação de políticas municipais institucionalizadas em parceria com os governos municipais. "Se não houver essa referência institucional para trabalhar as ações de prevenção no município, não há como se efetivar esse tipo de política em âmbito local. É necessário um trabalho interligado entre os governos federal, estadual e municipais", destaca Mauro Felipe.
Novas estratégias de combate
Na avaliação do representante estadual, as políticas devem priorizar ações preventivas. " O usuário de drogas não deve ser uma questão de polícia, mas de saúde pública, de reestruturação familiar e social", aponta, frisando que a abertura dos debates sobre as políticas públicas busca a formalização de estratégias para o fortalecimento dos vínculos com a família e sociedade, de ações educativas nas escolas e entidades para conscientização sobre os malefícios das drogas.
Ele advertiu ainda que, na maioria dos casos, o problema d e dependência das drogas tem origem dentro da própria casa ou no ambiente social mais próximo da família, e assola todas classes sociais.
O superintende destaca ainda que o governo do Estado pretende contribuir fortemente para a implantação das políticas municipais. Atualmente, o Estado conta com o Centro de Referência Estadual de Políticas sobre Drogas (CREAD), que promove o acolhimento de pessoas dependentes e o encaminhamento para as cerca de 125 comunidades terapêuticas conveniadas.
"Vamos incentivar a criação dos conselhos municipais, uma política de prevenção, mas também trabalhar as ações de tratamento e reinserção social", afirma Mauro Felipe, salientando que a recuperação dos dependentes é uma realidade possível.
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