24 de julho, de 2015 | 20:00

Mais pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Gerente do Sine da Prefeitura de Ipatinga aponta aumento de vagas gerado pelo cumprimento da Lei 8.2013


IPATINGA - A Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/1991), que completou 24 anos nessa sexta-feira (24), estabelece que empresas com mais de 100 empregados devem destinar de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. A lei contribuiu para ampliar a participação dos deficientes no mercado de trabalho, como explica a gerente do Sistema Nacional de Emprego (Sine) da Prefeitura de Ipatinga, Maria das Graças Marques.

Maria das Graças observa que tem chegado mais vagas ao Sine em razão da obrigatoriedade da lei. Ela acrescenta que as empresas procuram o Sine e também outras formas de divulgação como jornais, rádios, etc, mas a procura pelo Sistema em Ipatinga aumentou nos últimos tempos.
Em média, três pessoas com deficiência procuram o setor por semana. “Geralmente o perfil dá certo. Algumas vagas encaminhamos para a associação dos deficientes para ver se tem alguém dentro do perfil. Pedimos que as pessoas tragam o laudo médico e também para que levem às empresas. O laudo diz se a pessoa está apta ou não para o trabalho. Muitas vezes a empresa põe no formulário que encaminhamos e já diz o tipo de deficiência que aceita”, explica Maria das Graças.

Morador do bairro Bom Jardim, Adriano Magalhães de Almeida, tem deficiência mental. Na tarde de sexta-feira, ele foi ao Sine realizar seu cadastro. “Estou desempregado há mais de um ano. Busco vaga de auxiliar de serviços gerais. Tem hora que dá certo e existe a vaga, às vezes não, outras vezes o laudo não dá certo. Possiblidade de contratação nas empesas ocorre sim, mas nem sempre o perfil é o que desejam”, conta. 
Wôlmer Ezequiel


adriano


Dados do Ministério do Trabalho apontam que nos últimos cinco anos houve aumento de 20% na participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Segundo os dados da última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2013, foram criados 27,5 mil empregos para pessoas com deficiência. Com o resultado, chegou a 357,8 mil o número vagas ocupadas. Os homens representam 64,84% dos empregados e as mulheres ocupam 35,16% das vagas.

Respeito
A baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional são apontadas como as principais causas da não contratação de pessoas com deficiência, além da adaptação necessária na estrutura física das organizações, para que os espaços possam ser adequados ao trabalho e ao deslocamento dos profissionais.

Na avaliação da auditora fiscal do Ministério do Trabalho, falta na sociedade o respeito ao direito das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Normalmente as empresas não veem a pessoa com deficiência como alguém que vai gerar produtividade e competitividade. Eles olham para pessoa com deficiência como uma obrigação legal ou uma despesa a mais que vai gerar para a empresa”, concluiu.

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