26 de julho, de 2015 | 00:10

Manifestação dia 16 de agosto

Movimento Vem Pra Rua Ipatinga organiza novos protestos


IPATINGA – Com o mote “Nós não vamos pagar a conta do PT”, o movimento Vem Pra Rua Ipatinga marcou para o dia 16 de agosto a retomada das manifestações contra a corrupção e pede proteção para a operação Lava-Jato, que investiga a corrupção na Petrobras. A operação tem sido contestada porque na opinião de apoiadores do governo, tem atingido somente o PT. Além de defender a apuração do escândalo, manifestantes vão firmar o “Fora Dilma”, grito pelo impeachment da presidente da República. A concentração está marcada para as 10h, na área da feira livre do bairro Canaã em Ipatinga. No mesmo dia e horário a manifestação está marcada para outras partes do país. Este ano, em outras duas edições, 15 de março e 12 de abril, o movimento reuniu milhares de pessoas em várias cidades.

Os organizadores listam os motivos do protesto, todos relacionados à crise política, administrativa e econômica do país: falta de gestão responsável nos 13 anos anteriores, abusivos aumentos de impostos, da tarifa de energia, crescente taxa de desemprego, elevação da taxa de juros, volta da inflação, o Vem Pra Rua Ipatinga, novamente convoca a população de Ipatinga para ir às ruas mostrar sua indignação e dizer que não aceita mais mentiras. As mensagens das ruas, de milhões de pessoas, não sensibilizaram a presidente Dilma e muito menos o Congresso Nacional.

Everton Campos, um dos coordenadores do Vem Pra Rua Ipatinga, explica que o movimento é a favor da democracia, da ética na política e de um Estado eficiente. “É um momento espontâneo e suprapartidário, luta por um país unido e democrático e exige transparência nas operações realizadas por todos os órgãos públicos e de economia mista. Somos também contra qualquer tipo de violência e extremismos, condenamos separatismos, intervenção militar e golpes de Estado, e não compactuamos com governos autoritários, corruptos e que buscam amordaçar a imprensa”, afirma Campos.

O movimento em Ipatinga acompanha uma diretriz nacional, com pautas definidas e que estarão em todas as cidades já inscritas no movimento. “Seremos uma só voz, cobrando do parlamento e do governo federal uma postura ética e resposta efetiva. Este é apenas mais um capítulo de uma história que estamos escrevendo para o Brasil. Outras manifestações virão e atos pontuais para chamar a atenção tanto do Executivo e Legislativo, quanto do Judiciário. Estamos atentos às manobras que eles querem fazer para escapar de um julgamento imparcial na Operação Lava-Jato, a exemplo da proposta de acordo de leniência das empresas investigadas na Lava-Jato junto ao TCU”, detalha campos.

Os organizadores afirmam que o movimento, no Vale do Aço, é composto por pessoas de diversos segmentos sociais, que chamam a atenção para os diversos problemas que a cidade enfrenta. “Estamos cansados de ver tudo isto e ficar apenas indignado por dentro. Agora, queremos extravasar nossa indignação com protestos inteligentes, pacíficos e pontuais”, explica Everton Campos.

A pauta nacional da mobilização é composta por seis itens:

1 – Redução de 39 para menos de 20 Ministérios;

2 – Transparência sobre os Empréstimos do BNDES ao exterior;

3 – Pedaladas Fiscais – Acompanhamos atentamente as decisões do TCU sobre as pedaladas fiscais, o que caracteriza ato de improbidade administrativa por parte do Executivo Nacional;

4 – Posicionamento do Congresso Nacional sobre irregularidades do governo federal sobre a corrupção em diversos ministérios e autarquias e do programa Mais Médicos;

5 – Fora Dilma, fora PT, com impeachment ou renúncia – dentro da Lei;

6 – Repúdio ao Foro de São Paulo e a Reforma Política boliviariana apresentada pelo PT.
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