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27 de julho, de 2015 | 20:00

Trabalhadores da SRE deflagram greve

Movimento grevista interrompe diversos serviços na RMVA


DA REDAÇÃO – Servidores da 9ª Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Coronel Fabriciano, decidiram cruzar os braços nesta segunda-feira, 27. Os profissionais das áreas técnico-administrativas reivindicam a correção da diferença salarial entre funções e o descongelamento de carreiras. As informações são do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Os funcionários decidiram, inicialmente, que ficarão parados até 18 de agosto, mês quando retornam as aulas na rede pública estadual.

A greve atinge as SREs em todo o estado. A paralisação foi alinhada no dia 15 de julho em assembleia geral da categoria. À época da paralisação, conforme o Sind-UTE/MG, 50% do quadro de servidores da SRE de Fabriciano era favorável à ação. No fim da tarde dessa segunda-feira, 27, conforme balanço informado pela coordenadoria regional do sindicato, o setor de atendimento às escolas de Fabriciano teve o serviço totalmente interrompido. Outras seções, como a área de pagamentos, teve adesão parcial de trabalhadores.

O sindicato diz que unirá esforços para que mais servidores abracem a causa. A deliberação pela greve, afirma a entidade, “foi em função do comportamento do governo do Estado que, até o momento, não respondeu a nenhuma reivindicação apresentada pelo Sind-UTE, no que se refere à correção das tabelas das carreiras de SREs e do Órgão Central”.

SEE

A Secretaria de Estado de Educação enfatizou que todas as carreiras da Educação foram contempladas com aumento de 31,78%, a ser pago em dois anos. O reajuste foi anunciado recentemente, após acordo do governo mineiro e representantes dos trabalhadores em Educação. “Esse índice foi concedido para garantir o pagamento do Piso Salarial Nacional Profissional ao professor, o que vai ocorrer até agosto de 2017. É importante assinalar que o Piso Salarial é uma garantia legal e exclusiva para as carreiras do Magistério (professor, especialista e inspetor). Contudo, os reajustes salariais foram estendidos igualmente a todos os trabalhadores da Educação e representam um avanço para todas as carreiras, incluindo os servidores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs)”, disse a SEE.

A pasta informou ainda que o acordo transformou-se na Lei 21.710/2015, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e sancionada pelo governador Fernando Pimentel (PT) em 30 de junho de 2015. “Vale destacar que pela lei sancionada os salários de todos os servidores serão atualizados nos mesmos índices de reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério, nos anos de 2016, 2017 e 2018”.

A SEE encerrou afirmando que as demandas dos servidores das SREs estão sendo discutidas. “Representação desses servidores já foi recebida por representantes do governo e outra reunião está marcada para 4 de agosto. O governo do Estado e as entidades que representam os trabalhadores da Educação têm dispensado aos servidores das SREs rigorosamente o mesmo tratamento concedido aos professores e já conseguiram importantes avanços que asseguraram o reajuste salarial estabelecido na Lei 21.710/2015”.

Judiciário

A greve da Justiça Federal na região continua. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff (PT) vetou o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional para os servidores do Judiciário. A proposta concede majoração que varia de 53% a 78,5%, de acordo com o cargo. O governo se posicionou contra o projeto porque, segundo o Ministério do Planejamento, ele representa gastos exorbitantes nos próximos anos.

O Sitraemg, sindicato da categoria, ressaltou que os servidores decidiram pela continuidade da greve até a derrubada do veto no Congresso Nacional. No Vale do Aço, a greve impactou as duas Varas Federais e os dois Juizados Especiais Adjuntos de Ipatinga; as quatro varas do Tribunal Regional do Trabalho de Coronel Fabriciano, assim como os oficiais da Justiça do Trabalho do município; e a 348ª Zona Eleitoral da comarca de Ipatinga. Na quarta-feira, 29, o sindicato promete “apagão geral” em todo o estado. No Vale do Aço, a greve foi deflagrada no dia 15 de junho.

INSS

Agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permanecem fechadas na Região Metropolitana do Vale do Aço. O Sintsprev afirmou que o movimento tem crescido no estado. “Estamos com um índice de 90% de adesão à greve”, informou a diretora da entidade e da Fenasps ao DIÁRIO DO AÇO, Cleuza Faustino. O Ministério da Previdência Social, todavia, afirmou no último balanço fechado, de sexta-feira, 24, que somente 19% das agências estavam fechadas em Minas Gerais e outras 56% mantinham atendimento parcial.

A categoria reivindica reajuste de 27,6% em uma única parcela. Os trabalhadores pedem também a incorporação de gratificações. A greve foi deflagrada no dia 7 de julho.

A orientação do INSS aos segurados é que as datas de atendimento serão remarcadas pela própria agência. Dúvidas podem ser esclarecidas pela central do telefone 135.  Em nota, o INSS informou que considerará a data originalmente agendada como a de entrada do requerimento, "de modo a evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados".

 

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