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30 de julho, de 2015 | 20:00

Consórcio desiste de duplicação de lote 3.1

Consultor não acredita que Isolux abandone obras da BR-381 na região do Vale do Aço


IPATINGA – O Consórcio Isolux-Corsán-Engevix desistiu do trabalho no lote 3.1 da BR-381. A informação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é que a obra foi devolvida. Apesar disso, o consultor do Movimento Nova 381, Cláudio Veras, pondera que não há o temor de que o mesmo ocorra nos lotes 1 e 2, que também estão sob a responsabilidade da Isolux.  

O consultor justifica a afirmação pelo fato de o lote 3.1 ser mais trabalhoso, diferentemente dos lotes 1 e 2, entre Governador Valadares e Jaguaraçu. “A pressão do Dnit e da sociedade estava grande, já que no lote 3 têm os túneis dos trechos 3.2 que já estão prontos e do 3.3, que está andando rápido. Começou a pressão em cima da Isolux, que já está com dificuldades nos pontos mais simples, como o 1 e o 2 e no 3.1 ficou complicado”, avaliou Veras. O lote 3.1 tem 28,6 km (MG-320 p/Jaguaraçu – Ribeirão Prainha).

Agora, aponta o consultor, a esperança do movimento é de que o segundo colocado, o Consórcio Brasil/Mota/Engesur, que é responsável pelo lote 7, aceite a obra deixada pela Isolux. “Se aceitar, será uma notícia muito boa, porque teremos uma ritmo de obra muito bom, se compararmos o que tem sido feito no 7", disse.

Ao deixar o lote 3.1, a Isolux pode, em caso extremo, ser suspensa de licitar/contratar com a União por cinco anos e pagar multa de até 5% do valor do contrato. O que pode virar, inclusive, um inquérito criminal.

Cronograma
Cláudio Veras acrescenta que existe a preocupação em relação ao cronograma, já que a Isolux tem problemas no andamento das obras nos lotes 1 e 2. “Sabemos que a Isolux entregou um novo cronograma que está em análise pela Justiça, mas não tivemos conhecimento. Acreditamos que com o Ministério Público Federal e a Justiça Federal participando, possamos ter as obras de uma maneira mais comprometida. Os lotes 1 e 2 são muito importantes, mesmo não incluindo a parte de duplicação”, avaliou.

Ele pontua que, de um modo geral, a obra não está no ritmo desejado. Existem problemas de execução e algumas definições pendentes. A obra caminha, mas não no ritmo desejado. “Gostaríamos que avançasse numa ritmo ainda melhor. Estamos trabalhando para ver como ajudar a ter a concretização da obra”, destacou.

Empresários
Ao longo dos últimos meses, o DIÁRIO DO AÇO tem relatado a cobrança de um grupo de empresários, de empresas subcontratadas pela Isolux, para receber um valor de aproximadamente R$ 14 milhões. Com a saída do consórcio do lote 3.1, fica a preocupação de que o mesmo ocorra nos lotes 1 e 2.

“Se desistiu de um é porque não tem condições de tocar a obra. A situação não está fácil. Não pagaram o que nos devem, e estamos aguardando uma resposta de Brasília. Caso não chegue, estamos com uma ação de execução de dívida pronta. Eles afirmam ainda que só terão dinheiro em setembro, mas não garantem que seremos pagos”, lamenta o grupo.

Já foi publicado:


Subcontratadas cobram pagamento de Consórcio Isolux - 04/03/2015

Fornecedores notificam Consórcio Isolux Engevix - 23/03/2015
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