01 de agosto, de 2015 | 19:45

Fórum Regional de Governo

Segunda etapa foi realizada nesse sábado em Ipatinga e lideranças apontaram demandas


IPATINGA - O município recebeu nesse sábado (1º), a segunda etapa do Fórum Regional de Governo para o Território Vale do Aço. Com a participação de lideranças regionais e comunitárias, o objetivo do encontro, no auditório da Fiemg Regional Vale do Aço, foi apontar os problemas e as necessidades da região.

A superintendente de Diálogo Social da Secretaria de Estado de Governo, Neila Batista, explica que, ao longo do dia, os grupos de trabalho discutiram eixos temáticos do plano mineiro de desenvolvimento integrado. São temas que organizam as diversas questões que a população tem para apresentar ao governo do Estado, processo que vai resultar na elaboração do plano plurianual de ação governamental.

“É um plano de trabalho do governo para os próximos três anos de gestão. O plano precisa ser entregue à Assembleia Legislativa até o dia 30 de setembro e, por isso, estamos trabalhando a realização dessa segunda rodada em cada um dos 17 territórios. Durante o sábado, realizamos o sexto e temos mais 11 pela frente”, relatou.

Presidente do Conselho de Segurança Pública (Consep) do setor 3 de Coronel Fabriciano, José Orlando Andrade, observa que, naquele local, a demanda é relacionada a segurança, principalmente em relação ao efetivo militar. “Temos batalhão há dois anos e, infelizmente, a delegacia regional não foi autorizada. Temos um problema seríssimo. As viaturas vêm para o plantão regional em Ipatinga e desfalcam o efetivo em Fabriciano. Nossa preocupação é essa e sentimos essa dificuldade. Precisamos que os governantes olhem pela gente”, disse. 
Bruna Lage


José



Habitação

Integrante da Associação de Habitação de Ipatinga, Maria das Dores Pinto Lopes, conta que o anseio é que o governo do Estado olhe para a questão de moradia e reforma agrária.  Minas, aponta, é um Estado rico e deve investir nessa área. “A moradia é fundamental. Em Ipatinga o déficit habitacional já caiu muito, mas precisamos que o governo do Estado una forças com município e União, para fortalecer essa luta. Recentemente tivemos 102 famílias contempladas e tem mais moradias vindo aí. No Bom Jardim são 300 unidades, no Parque das Águas mais 80”, destaca.

O prefeito de Santana do Paraíso e presidente da Associação de Municípios pelo Desenvolvimento Integrado (Amdi), Antônio Afonso Duarte, o Zizinho (PT), avalia que o fórum traz esperança de que as demandas sejam atendidas. O principal ponto, é que o Estado assuma aquilo que é de compromisso dele, e que até então não fez, deixando a cargo dos municípios. “Os municípios vêm bancando, por meio de convênio, quase toda manutenção da segurança pública em nossa região. Na saúde não é diferente, por isso vivemos uma situação de extrema dificuldade para os municípios”, aponta.

Para Zizinho, alguns pontos são fundamentais, como a implantação definitiva do Centro Socioeducativo para recuperação de menores infratores. “O estatuto da criança e adolescente completou 25 anos e infelizmente o Estado ainda não fez o que é de reponsabilidade dele”, acrescenta. Outro ponto levantado pelo prefeito diz respeito às rodovias, que classifica como precárias. “Exemplo disso é a 232, que liga Ipatinga a Santana do Paraíso. É uma rodovia que parece uma estrada de caminhada, onde ocorrem muitos acidentes”, lamenta.

Por sua vez, o deputado estadual José Célio de Alvarenga, o Celinho do Sinttrocel (PCdoB), elogiou o evento e a importância de sua realização. Para ele, o governador (Fernando Pimentel - PT) deu um passo certo e inteligente ao aproximar o governo da sociedade, fazendo com que a população diga o que precisa ser feito.

“Esse segundo fórum é a continuidade, onde todos darão sua contribuição, podendo afirmar os interesses na área da infraestrutura, saúde, segurança pública, e em todos os setores, para que tenhamos uma condição melhor. É um governo de baixo para cima, e o Fernando Pimentel está fazendo isso muito bem”, opinou.

Próximos passos

O próximo passo do programa é concluir os diagnósticos territoriais  e, com eles, construir dois planos essenciais para o futuro de Minas Gerais: o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) - planejamento de atuação do Governo para os próximos quatro anos - e o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), que consolida políticas públicas em longo prazo.


Já foi publicado:

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