03 de agosto, de 2015 | 18:17
Prefeito nega fechamento de unidade
Governo municipal afirma que centro de saúde do Olaria permanecerá aberto 24h
DA REDAÇÃO Informações ventiladas nas redes sociais na semana passada provocaram o desassossego e a apreensão de moradores em Timóteo. Conforme mensagens repassadas em aplicativos de celulares e postagens veiculadas na Internet, o governo municipal havia decidido pela suspensão do atendimento noturno no Centro de Saúde João Otávio, no bairro Olaria, devido às alegadas finanças desfavoráveis da administração. O atendimento a pacientes durante a noite, dessa forma, seria concentrado no Hospital São Camilo (antigo Hospital Vital Brazil).
No fim da última semana, o DIÁRIO DO AÇO procurou o governo municipal para se posicionar a respeito do assunto, mas não obteve retorno. Contudo, as informações controversas e a polêmica do centro de saúde endossada nas redes motivaram o prefeito Keisson Drumond (PT) a falar publicamente sobre o caso.
Durante sessão ordinária da Câmara de vereadores, realizada na tarde de segunda-feira, 3, o chefe do Executivo afirmou que o Centro de Saúde João Otávio permanecerá aberto em plantão 24h, para o atendimento médico de urgência e emergência dos moradores de Timóteo. O pronunciamento, conforme a PMT, visou tranquilizar a comunidade. A intenção da administração municipal é buscar recursos junto ao governo estadual e federal para a manutenção da unidade”, ressaltou o órgão, por meio de comunicado.
"O Centro de Saúde João Otávio funciona com recursos próprios, com um custo mensal em torno de R$ 650 mil. É um valor extremamente alto para o município, que vem sendo atingido pela crise financeira no país, principalmente em relação ao setor metalúrgico. Entre as alternativas viáveis, a Prefeitura está requerendo ao governo do estado a antecipação orçamentária da verba a ser destinada ao funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em construção no bairro Primavera e deverá ser entregue em cinco meses", argumentou o prefeito. Keisson Drumond lamentou o que chamou de boatos infundados” sobre o fechamento do centro.
O prefeito disse também que em função de uma limitação orçamentária, a Secretaria de Saúde do município realiza estudos para buscar alternativas para a manutenção da unidade. "Infelizmente, o que vinha sendo discutido internamente de forma responsável tornou-se alvo de especulação. Em conversa com o presidente da Câmara, Moacir de Castro, decidimos aproveitar o espaço da sessão ordinária para tranquilizar nossa comunidade", comentou.
Keisson Drumond destacou que outro ponto em discussão é a maior fiscalização sobre os atendimentos de urgência e emergência prestados pelo Hospital São Camilo Timóteo. O prefeito disse que com o contrato assinado entre o estado, município e Fundação São Camilo, o hospital passou a receber R$ 1,2 milhão por mês para a prestação de 4.500 atendimentos. O município recebeu inúmeras reclamações de que o hospital tem negado atendimento aos usuários e encaminhado para o Centro de Saúde João Otávio”, alegou, argumentando pela superlotação do centro de saúde.
A média de atendimento da unidade do Olaria, informa a PMT, é de cerca de 5 mil pessoas por mês. O governo municipal afirma, em contrapartida, que no horário de meia noite às 7h da manhã, a demanda gira em torno de 10 atendimentos. De acordo com levantamento da Secretaria de Saúde, o custo somente com a folha de pagamento chega a R$ 380 mil por mês. Se a unidade funcionasse apenas com um médico clínico geral e um médico pediatra por plantão, o custo reduziria em torno de R$ 205 mil”, disse o executivo.
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