04 de agosto, de 2015 | 18:50

O abandono da BR-381 e da "ponte velha"

Indefinição deve ser tema de audiência em Brasília nos próximos dias, anuncia deputado estadual


IPATINGA – O imbróglio envolvendo a duplicação da BR-381 e a restauração da ponte velha, que liga Coronel Fabriciano e Timóteo, ainda persiste. Durante participação em um evento em Ipatinga, no último fim de semana, o deputado estadual José Célio de Alvarenga, o Celinho do Sinttrocel (PCdoB), informou que um protocolo foi aprovado na Câmara dos Deputados, em Brasília, por meio do deputado Wadson Ribeiro (PCdoB), convocando o Ministério dos Transportes e o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para uma audiência.

“Estamos pedindo os acompanhamentos dos prefeitos de Timóteo e Fabriciano, mais a união das forças políticas de nossa região. Para que o Dnit possa, por meio da Câmara de Deputados, dar uma resposta do porque do não cumprimento de tantas promessas. Queremos um fim para essa situação, haja vista que, a cada dia que passa, a ponte velha deixa a sociedade em total insegurança”, sintetiza.

Em relação às obras da BR-381, o parlamentar pontua que tem acompanhado os problemas que o consórcio Isolux-Corsan-Engevix tem passado nos lotes 1 e 2 (Governador Valadares a Jaguaraçu/Marliéria) e também no lote 3.1 (de 28,6 km da MG-320 para Jaguaraçu/Ribeirão Prainha), que abandonou recentemente. Celinho acrescenta que já esperava por esse entrave e pelo afastamento da Isolux.

O deputado observa que a empresa está em uma situação dificílima, com muitos protestos no mercado e incapacidade de continuar a obra. Mas, o que assusta, aponta, é que a Isolux recebeu pelo serviço prestado e “terceirizaram e quarteirizaram”, deixando os empreiteiros da região com um déficit de mais de R$ 10 milhões.

“Porém, a empreiteira recebeu por todo o serviço feito e medido. Estamos agora acompanhando, junto à superintendência de Minas do Dnit, para que o órgão possa tomar providência de chamar o segundo colocado, porque não podemos permitir a paralisação da duplicação da 381. O Dnit, por meio de seu departamento jurídico, deve acionar esse consórcio pelo que recebeu e não repassou aos prestadores de serviço nesse lote 3.1, 1 e 2”, disse.

Desenvolvimento
Para Celinho do Sinttrocel, a falta de solução para os dois temas representa uma perda em relação ao desenvolvimento da região. Ele observa que, se o pensamento for reorganizar, repensar, replanejar o Vale do Aço, passa por essa questão de logística, de infraestrutura e principalmente pela duplicação da BR-381 e da pavimentação da MG-760. As duas obras possibilitariam um avanço no desenvolvimento e produção, permitindo a chegada de novos investidores na região.

“É fundamental, para nós, a duplicação da 381, do anel rodoviário de Belo Horizonte até Valadares, além de corrigir os problemas que vivemos com acidentes e mortes. Irá garantir mais desenvolvimento e potencial para nossa região. A LMG-760, tão falada, garantiria essa ligação da Zona da Mata com o Vale do Aço, permitindo uma válvula de escape de produção, de escoamento e ajudando na duplicação da 381”, concluiu Celinho do Sinttrocel.


Já foi publicado:

Impasse da "ponte velha" foi parar em Brasília - 16/07/2015

Ponte velha pode ser demolida - 28/11/2014

Fornecedores notificam Consórcio Isolux Engevix - 23/03/2015

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