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06 de agosto, de 2015 | 20:00

Consórcio Isolux desiste de obras de duplicação da BR-381 na região

Prestadores de serviços da região lutam para receber quantia devida pelo consórcio


IPATINGA – Após deixar a obra do lote 3.1 da BR-381, o Consórcio Isolux-Corsán-Engevix protocolou pedido de desistência dos lotes 1 e 2 (Governador Valadares a Jaguaraçu/Marliéria). O pedido foi feito por meio de petição ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no fim do mês de julho. O órgão terá de apresentar até o dia 14, o que fará para o prosseguimento da obra e um novo cronograma.

Na semana passada, a juíza Federal da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Ipatinga, Dayse Starling, proferiu decisão dando ao Dnit prazo de cinco dias para que apresentasse solução. O Dnit peticionou nessa quinta-feira (6) a respeito do prazo e explicou que está a cargo da diretoria tal posicionamento e pediu para responder até o dia 14. Uma reunião em Brasília será realizada neste dia com representantes do Dnit, Ministério Público e da Isolux, para tratar sobre o caso. O Consórcio desistiu de todos os lotes sob a sua responsabilidade.

Recentemente, o DIÁRIO DO AÇO conversou com o consultor do Movimento Nova 381, Cláudio Veras, que falou sobre a preocupação em relação ao cronograma, uma vez que a Isolux apresentava problemas no andamento das obras. Na oportunidade, ele disse que, de um modo geral, a obra não está no ritmo desejado. Existem problemas de execução e algumas definições pendentes. “Gostaríamos que avançasse num ritmo ainda melhor. Estamos trabalhando para ver como ajudar a ter a concretização da obra”, destacou.

Subcontratadas tentam receber serviços prestados

Wôlmer Ezequiel


obras

Em reunião na última terça-feira (4) com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, um grupo de empresários da região tratou sobre a situação das empresas subcontratadas pela Isolux e da dívida que o consórcio tem, que é de aproximadamente R$ 14 milhões, referente aos serviços executados nas obras da BR-381, dos lotes 1 e 2. O grupo, que já tinha conhecimento da desistência da Isolux, disse que tenta realizar um bloqueio do valor que o consórcio tem a receber do Dnit.

“Acreditamos que cubra pelo menos as dívidas das empresas do nosso grupo, que está unido batalhando em busca de uma solução. Vamos tentar o apoio da juíza federal. O diretor do Dnit disse que é possível esse bloqueio, desde que venha por meio de ordem judicial”, informou.

Por ora, os empresários não entrarão na Justiça contra a Isolux, já que esse é o caminho mais demorado. “Estamos tentando medidas administrativas, políticas, contando com apoio de todos e torcendo por uma solução”, concluem. Além do problema com a dívida, representantes das empresas chegaram a afirmar que o serviço realizado pela Isolux não corresponde a 1,5% do que deveria ter sido executado.

Desde o mês de junho, as obras na rodovia estão paralisadas em razão da falta de pagamento. Um acordo chegou a ser feito e uma das quatro parcelas foi paga, entretanto, apenas alguns empresários receberam a segunda parte do acordo, situação que não foi resolvida até o momento. 

Por causa dos entraves nas obras, com atrasos de pagamento de fornecedores, empresários locais já fizeram um protesto em que fecharam a rodovia em frente ao escritório da Isolux-Engevix no bairro Parque Caravelas.

Já foi publicado:

Dnit estuda providências legais contra a Isolux - 27/07/2015

Subcontratadas da Isolux entregam carta ao governador - 09/07/2015

Fornecedores notificam Consórcio Isolux Engevix - 23/03/2015
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