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12 de agosto, de 2015 | 20:00

Servidores federais mantêm paralisação

No Judiciário Federal a paralisação de servidores já dura cerca de 60 dias


IPATINGA - Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA) mantêm a greve por tempo indeterminado. Nas principais agências locais, os estabelecimentos públicos continuam de portas fechadas. O Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social, Saúde, Previdência, Trabalho e Assistência Social em Minas Gerais (Sintsprev-MG) afirma que 85% dos servidores no estado aderiram ao movimento grevista.

Os trabalhadores pedem reajuste de 27,3%, referentes a perdas salariais nos últimos anos. O governo, porém, ofereceu 21% divididos em quatro anos, e a contraproposta foi rejeitada pelos servidores federais. Eles pedem também a incorporação de gratificações, melhores condições de trabalho e concurso público. “Faltam 14 mil servidores nos quadros do INSS em todo o país”, afirma a diretora sindical do Sintsprev-MG, Julia Maria Vieira.

A sindicalista informou que na RMVA há servidores que não aderiram à greve. Todavia, por ser um número reduzido de trabalhadores é inviável abrir as agências para atendimento. A paralisação da categoria em todo o país foi deflagrada no dia 7 de julho. O INSS, por meio de nota, informa que ajuizou, no dia 5 de agosto, ação solicitando ao Poder Judiciário que garanta o atendimento em todas as unidades.

Os segurados que não estão sendo atendidos terão o atendimento reagendado. A remarcação pode ser feita pelo telefone 135.

Judiciário

Servidores do Judiciário Federal no Vale do Aço estão em greve há aproximadamente dois meses. Eles querem que o Congresso Nacional derrube o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao projeto de lei de reajuste dos salários da categoria. O PL define majoração que varia entre 53% a 78,56%, que vai depender da classe e do padrão do servidor.

A categoria é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg). A entidade afirma que recolhe assinaturas no estado para pressionar parlamentares em Brasília. “O sindicato colheu assinaturas de deputados mineiros que apoiam o PL, além de juízes e desembargadores da Justiça Federal e TRT. Nesse último, 90% dos juízes do órgão assinaram a derrubada do veto. O documento foi levado à Brasília”, ressaltou a seção de comunicação do sindicato.

Uma assembleia pela manutenção do movimento grevista ocorrerá nesta sexta-feira, com expectativa pela continuidade da mobilização até que o Congresso delibere o reajuste. Entre outras seções, há servidores paralisados na 1ª e 2ª Vara da Justiça Federal em Ipatinga e nas 4 Varas do Trabalho de Coronel Fabriciano. Funcionários que não aderiram à greve atuam em forma de rodízio.

SRE

A paralisação de serviços também atinge a 9ª Superintendência Regional de Ensino (SRE), em Coronel Fabriciano. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) estima que 70% dos profissionais que atuam no departamento de pessoal, de recursos humanos, e na assistência às escolas locais estão parados. “Nesta quinta-feira ocorrerá assembleia pela manutenção da greve. As negociações na cidade administrativa não obtiveram avanço”, destacou a coordenadora do Sind-UTE de Ipatinga, Cida Lima. A greve da SRE começou em 27 de julho.

Os profissionais das áreas técnico-administrativas reivindicam a correção da diferença salarial entre funções e o descongelamento de carreiras.
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