14 de agosto, de 2015 | 17:45

Alerta para o tempo seco

Polícia reforça estratégias diante da aproximação do período de estiagem


IPATINGA – As temperaturas seguem amenas na maior parte do estado e ainda é cedo para prever as condições meteorológicas que irão predominar na região após o fim do inverno. A chegada do tempo quente, no entanto, já preocupa a Polícia Militar de Meio Ambiente. A estiagem histórica de 2014 favoreceu dados catastróficos de queimadas e incêndios florestais no Vale do Aço, entre agosto e novembro do ano passado. Em estado de alerta, a corporação já vem adotando uma série de medidas preventivas diante de um possível quadro crítico do clima.

Na estimativa de ambientalistas, em 2014 o Vale do Aço, assim como outras do Estado, foi assolada pela pior estiagem em 80 anos. No ano passado, ao longo de doze meses foram registrados 224 focos de incêndio na área de abrangência da Polícia de Meio Ambiente. Desse saldo, 161 registros ocorreram entre agosto e novembro. O município com maior número de ocorrências foi Santana do Paraíso, com 29 casos, seguido por Belo Oriente (28) e Antônio Dias (20) – porções territoriais com extensas áreas verdes.

De janeiro a julho de 2015, 23 episódios já foram registrados. “Os dados são menos expressivos, mas não podemos baixar a guarda. O período é de alerta e existe uma tendência à estiagem”, resume o comandante do pelotão, tenente Átila Porto. A estiagem é apenas um facilitador das chamas.

Incêndios são, geralmente, provocados por meio da queima de roçado, limpeza de terreno baldio, queima de lixo, entre outras ações inclusive mínimas, como o descarte de ponta de cigarro em margens de estrada. Com a vegetação seca, o fogo se alastra rapidamente e as perdas são incalculáveis.

No Vale do Aço, uma das maiores preocupações é com o Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria, em função principalmente de uma onda crescente de empreendimentos imobiliários no entorno. A unidade de conservação abriga a maior floresta tropical de Minas, com 35.970 hectares.

PMAMB


Ação Felicina


Nas últimas semanas, a corporação tem intensificado as visitas às comunidades rurais, e realizado palestras em escolas e empresas da região, entre outras ações. Os produtores rurais, por exemplo, são alertados quanto aos cuidados que devem ter ao efetuar uma queimada controlada e a fazer o acero da propriedade. Átila Porto explica que, de acordo com a legislação ambiental, não tomar as devidas medidas protetoras em uma propriedade rural também é crime e o morador pode ser responsabilizado.

O policial elencou o trabalho da Força-Tarefa Previncêndio (Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil), que já estruturou um plano estratégico para reduzir o número de incêndios florestais nas unidades de conservação e dar respostas rápidas no combate às queimadas. Mas a corporação quer atuar na prevenção e ampliar a participação da comunidade. 

Na região, denúncias podem ser feitas à Polícia de Meio de Ambiente pelo telefone (31) 3825-7633 e 190, além do portal eletrônico da 12ª Região da Polícia Militar, no endereço www.policiamilitar.mg.gov.br/portal-pm/12rpm.

 

 
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário