16 de agosto, de 2015 | 14:00
Manifestantes se concentram no Canaã
Com faixas e cartazes, participantes pediam a saída da presidente Dilma Rousseff
IPATINGA A manifestação local contra o governo concentrou participantes a partir das 9h da manhã deste domingo, 16, na área da Feira do Canaã. O ato estava marcado oficialmente para as 10h. Conforme estimativa da Polícia Militar dada no fim da mobilização, ainda pela manhã, cerca de 200 pessoas participaram. A exemplo do movimento nacional, os manifestantes em Ipatinga defendiam a saída da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
A Polícia Militar reforçou a segurança do evento, envolvendo tropas da cavalaria. Nenhuma ocorrência foi registrada no ato, que ocorreu com tranquilidade, informou a corporação. O carro de som e os participantes ocuparam o gramado da avenida Selim José de Sales, ao lado da tradicional feira livre, onde discursos foram feitos. A maioria dos que compareceram estava vestida com as cores da bandeira nacional. Havia faixas e cartazes com críticas à gestão do Partido dos Trabalhadores.
As manifestações convocadas por organizações contrárias ao governo e com apoio de partidos de oposição ocorreram em todo o país neste domingo. O coordenador do Movimento Vem pra Rua em Ipatinga, Everton Campos reforçou que o objetivo maior do ato é reivindicar o impeachment, renúncia ou a cassação de Dilma Rousseff.
Precisamos retomar o crescimento do país e somente com um novo governo e uma nova gestão é que as coisas irão acontecer. Da forma como está, o Brasil tem um futuro apocalíptico. Há uma fragilidade democrática em jogo. Desde a doméstica até o empresário, ninguém está satisfeito”, discursou Campos.
O ato também lembrou o combate à corrupção, o preço da gasolina, aumentos na conta de luz e impostos abusivos. Aos governos da legenda petista no município e no estado, os participantes reivindicaram investimentos em infraestrutura, mobilidade urbana e saúde. [[##890##]]
Público variado no Canaã
Dentre as dezenas de participantes, havia crianças, jovens e idosos. A estudante Ana Luiza Vieira, 21, opinou que o movimento precisa de maior engajamento da juventude. Acredito que esse seja um meio legal de nos manifestarmos e requerermos de nossos governantes uma mudança de postura”, disse.
Vicente de Paula, 62, afirmou prejuízos sofridos no país por aposentados e pensionistas. Ele cobrou, entre outros, a paridade dos benefícios com as contribuições feitas e recuperação de perdas. A cada ano que passa o aposentado tem perdas maiores em seu salário. Aposentei em 1996 e já perdi três salários mínimos na aposentadoria. Por último a presidente cortou no décimo terceiro. Esses ajustes fiscais quem está pagando a conta é o trabalhador”, disparou.
O protesto na cidade teve o apoio de 16 lojas maçônicas da Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, informou o membro da sociedade, Saulo Antônio Pires. No ato realizado no Canaã, foi motivada a assinatura de uma iniciativa que consiste em criar uma lei de iniciativa popular estabelecendo penalidades mais severas para os crimes relacionados ao uso indevido, desvio, malversação ou apropriação de recursos públicos.
O recolhimento de assinaturas na região começou no último mês de julho. Um total de 4 mil nomes já foram alcançados e a meta é levar do Vale do Aço ao Congresso Nacional, 20 mil inscrições pedindo maiores sanções aos crimes de corrupção. Toda a Maçonaria brasileira encampou o projeto”, ressaltou Saulo Antônio. Ele acresceu ser a ação da Maçonaria, apartidária.
O domingo, no Brasil
As manifestações deste domingo, que ocorreram em mais de 200 cidades pelo Brasil, exigiam a queda de Dilma Rousseff por impeachment, cassação ou renúncia.
São Paulo, uma vez mais, liderou as manifestações, com presença maciça de pessoas na Paulista. Segundo o Datafolha, 135.000 pessoas estiveram na avenida no auge do ato.
Os números superam as manifestações em abril, mas não as de março, que reuniram 210 mil participantes na cidade.
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