21 de agosto, de 2015 | 18:01
Um pedaço da história do Brasil
Maria Ribeiro Prestes, viúva do líder comunista Luís Carlos Prestes, visita Timóteo
TIMÓTEO Com um depoimento literário, na noite dessa sexta-feira, 21, seguida de sessão de autógrafos, foi lançado, no Centro Cultural da Fundação Aperam Acesita, o livro Meu Companheiro, 40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes”, que traz relatos da história de um dos momentos mais controversos e importantes do Brasil. A obra é o relato íntimo e cheio de coragem de Maria Ribeiro Prestes, viúva do líder comunista Luís Carlos Prestes. O deputado estadual José Célio Alvarenga, o Celinho do Sinttrocel, e o PCdoB Vale do Aço apoiaram a vinda da viúva de Prestes a Timóteo.
Maria Prestes foi responsável pela guarda pessoal do ex-marido, uma das figuras mais perseguidas do Século XX. Pernambucana, Maria Prestes, 85 anos, lembra das glórias e dos momentos mais difíceis que o casal Prestes passou durante a ditadura militar.
E relata que, no livro, dedica-se mais à história humana de Prestes, além do militar e da liderança comunista que Prestes foi. Segundo a autora, quando conheceu Prestes, ele era uma pessoa tímida, reservada, resultado dos nove anos que passou na prisão. Foram pelo menos cinco anos até que Prestes superasse a síndrome do cárcere.
Em entrevista do Diário do Aço, Maria Prestes lembra que a maioria dos brasileiros conhece Prestes como Cavaleiro da Esperança, apelido que ganhou com a Coluna Prestes, que em 1924 percorreu 24 mil quilômetros com 1.500 homens, tempo em que conheceu a realidade brasileira. Ele chegou à conclusão que não adiantava mudar homens, por homens, no poder. Desde aquele tempo entende-se que, deve mudar mesmo são as leis e as instituições, para que o país desenvolva e cresça”, enfatizou a octogenária.
Maria Ribeiro foi a segunda mulher de Prestes. A primeira, Olga Benário Prestes, jovem militante comunista alemã de origem judaica, chegou ao Brasil em 1934, para apoiar o Partido Comunista Brasileiro, junto de Luís Carlos Prestes, que se tornaria seu companheiro. Presa pelo governo Vargas em 1936, Olga foi deportada e entregue ao regime nazista. Acabou morta em uma câmara de gás em 1942, com mais 199 prisioneiras.
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Maria Prestes, em Timóteo - 21/08/2015
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