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27 de agosto, de 2015 | 20:00

Greve do IMA prejudica inspeção no Vale do Aço

Servidores estão paralisados desde o dia 17. Um ato público foi realizado nesta quinta-feira em Governador Valadares


DA REDAÇÃO – Fiscais agropecuários e fiscais assistentes do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estão em greve há duas semanas. O movimento grevista ocorre em seções de todo o estado, desde o dia 17 de agosto. No Vale do Aço há dois escritórios do órgão, nos municípios de Santana do Paraíso e Coronel Fabriciano. Em ambos, houve a adesão de trabalhadores, afetando atividades de defesa sanitária animal e vegetal, e a certificação de produtos de origem agropecuária.

A greve teve início após a falta de consenso entre a categoria e o governo mineiro nas negociações trabalhistas que ocorrem desde o começo do ano. A Associação dos Fiscais Agropecuários de Minas Gerais (AFA/MG) informa que os profissionais pedem a aprovação de um plano de carreira e cumprimento do piso nacional; reajuste imediato de gratificações de escolaridade e desempenho, além da incorporação da gratificação por fiscalização aos vencimentos dos servidores. 

“Temos ouvido muita promessa, mas não há um compromisso assumido oficialmente pelo estado às nossas reivindicações. Hoje nós não conseguimos chegar ao topo da carreira com esse plano atual”, lamenta a técnica agropecuária do IMA em Santana do Paraíso, Camila Hadad de Oliveira.

Conforme a servidora, no Vale do Aço a greve impacta diretamente na fiscalização de produtos de origem animal, como gado, aves e suínos. Ela destaca que dois frigoríficos da regional estão sem fiscalização, por exemplo, e o maior prejudicado pode ser o consumidor final. A fiscalização de produtos como frutas e hortaliças também passa pelo crivo dos servidores do IMA.

A greve atinge, ainda, de forma parcial, as barreiras sanitárias do estado, onde os produtos que poderiam ser fiscalizados podem estar entrando ou saindo sem controle. A mais próxima do Vale do Aço, pontua Camila Hadad, fica próximo a Governador Valadares.

Na tarde desta quinta-feira, trabalhadores em greve nos escritórios de todo o Leste mineiro e servidores paralisados do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) realizaram passeata em Governador Valadares, informando sobre a mobilização. “A greve ocorrerá por tempo indeterminado, até sermos recebidos pelo governo e pela Secretaria de Estado de Agricultura, e o impasse for solucionado”, reiterou a funcionária.

Por meio de nota, a direção do IMA  afirmou que o movimento encontra-se estabilizado e com redução gradativa do número de servidores participantes. “Cerca de 18% do quadro de servidores fiscais agropecuários e fiscais assistentes não têm comparecido ao serviço. As atividades do órgão estão sendo desenvolvidas normalmente em todo o estado de Minas Gerais”, ressaltou o órgão. O IMA salientou, ainda, que as reivindicações da categoria já foram atendidas pelo governo, sendo autorizado o pagamento em duas etapas, em outubro de 2015 e em janeiro de 2016. O reajuste concedido implicará em aumento na folha de pagamento do IMA na ordem de 17,62%.

Outros

No Vale do Aço, outros serviços públicos permanecem afetados por movimentos grevistas, ora parciais ou com o atendimento totalmente suspenso ao público. As paralisações abrangem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), servidores da 9ª Superintendência Regional de Ensino (SRE), com sede em Coronel Fabriciano, e trabalhadores do Poder Judiciário Federal. 

 
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