31 de agosto, de 2015 | 18:07

Transporte coletivo permanece sob escolta

. Ao longo do dia, moradores reclamaram da mesma demora dos coletivos e da superlotação


IPATINGA – “Até que dia vamos ficar sem ônibus?”. A indagação vem de um leitor do Portal Diário do Aço, que tentava sair do bairro Bethânia, mas enfrentava dificuldades em embarcar na linha 801 do transporte coletivo municipal, na manhã desta segunda-feira. Ao longo do dia, moradores de outros bairros, como Vila Celeste, Limoeiro e Bom Jardim reclamaram da mesma demora dos coletivos e da superlotação, quando aparecia algum veículo.

Foi nesse ritmo que a cidade iniciou a semana, enfrentando a mesma situação de restrição de linhas de ônibus, por medida de segurança, haja vista que os coletivos só permanecem em circulação sob escolta policial, depois dos seguidos ataques com incêndio a dois coletivos municipais e um particular na noite de quarta-feira, 26/08, e madrugada de quinta-feira, 27.

Uma reunião na manhã de segunda-feira, na sede do 14° Batalhão da Policia Militar, voltou a discutir a segurança pública em Ipatinga e o funcionamento do transporte coletivo na cidade. Participaram do encontro, o comando do 14º BPM, representantes do governo municipal e da Saritur, empresa concessionária do transporte coletivo em Ipatinga.

Na reunião, foi feita uma avaliação do trabalho do fim de semana, as intervenções no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), de onde partiu a ordem para queimar ônibus na semana que passou e as medidas para assegurar que o serviço de transporte público funcionasse sob escolta e coibisse os ataques criminosos aos coletivos.

No começo da tarde, o governo divulgou uma nota oficial. Confira a íntegra: "A Prefeitura de Ipatinga informa que o serviço de transporte público na cidade continua operando com restrições, seguindo orientação da Polícia Militar de Minas Gerais. O objetivo é garantir a segurança dos usuários e trabalhadores do sistema. A administração municipal tem mantido contato permanente com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e trabalha para que a situação seja normalizada o quanto antes".

A redução no número de ônibus ocorre porque não há efetivo da PM suficiente para todos os carros. Além da segurança nos coletivos, o efetivo policial tem que ser distribuído de forma a garantir a segurança em outros setores também, informa o comando da PM. O efeito imediato da redução do número de linhas em funcionamento foi a superlotação de passageiros nos carros que circulam, com atrasos.
 
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