07 de setembro, de 2015 | 15:37

Grito dos Excluídos fecha BR-381

Igreja Católica bloqueou rodovia em manifestação em prol da duplicação. Obras estão abandonadas na maior parte dos lotes


Em um evento ocorrido em Nova Era, organizado pela Diocese de Itabira/Coronel Fabriciano, jovens da Igreja Católica realizaram nesta segunda feira, 7 de Setembro, a marcha do Grito dos Excluídos, que há 21 anos faz um contraponto à solenidade oficial em homenagem ao Dia da Independência. 

Na manifestação, fiéis fizeram a travessia da BR-381. A rodovia foi bloqueada por aproximadamente 25 minutos, período utilizado pela organização do evento para cobrar o reinício da duplicação da rodovia.

Em seguida, os fiéis seguiram em marcha pelas ruas da cidade de Nova Era. O  evento foi encerrado na Praça da Igreja São Caetano, onde foi servido um almoço.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação popular, para garantir a segurança dos participantes. Os  temas da marcha em 2015 foram: democratização da imprensa; não à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos; e a duplicação do trecho norte da BR-381 (entre Belo Horizonte e Governador Valadares).

A justificativa é que, além de atraso no desenvolvimento de cidades importantes que dependem da rodovia, a BR-381 permanece como uma das mais perigosas do país e palco de acidentes graves em Minas Gerais.

 

Contra o golpe e crítica ao ajuste fiscal

 

A 21ª edição do "Grito dos Excluídos", em São Paulo, saiu da Avenida Paulista e terminou em frente ao parque do Ibirapuera na manhã desta segunda-feira (7). 

 

Acompanhados de um carro de som e com bandeirantes de movimentos sociais, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

 

O coordenador paulista da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, disse que o ato, em primeiro lugar, teve o objetivo de defender a democracia. "A democracia é o melhor processo pra gente avançar nas conquistas sociais, conquista das políticas públicas, no avanço democrático. Então, somos contra o golpe, somos a favor da democracia", afirmou.

 

Raimundo Bonfim também disse que o protesto critica o ajuste fiscal. "Gritamos e dizemos que não aceitamos as medidas do ajuste fiscal que penalizam os trabalhadores, que penalizam os cortes nos recursos sociais, é inadmissível que retire recursos do minha casa minha vida, da reforma agrária, do investimento da infraestrutura urbana, na saúde, na educação".

 

A marcha teve a participação de movimentos como a Frente de Luta por Moradia (FLM), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Central de Movimentos Populares (CMP).

 
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