11 de setembro, de 2015 | 20:00
Entidades preocupadas com rescisão de convênios
Valor de contratos foi reduzido em 30% no mês de agosto
IPATINGA - Em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (11), na Câmara de vereadores, entidades assistenciais relataram aos parlamentares dificuldades relacionadas aos convênios com a administração municipal. Os representantes das entidades explicaram que, depois do valor ter sido reduzido no mês de agosto, em 30%, agora temem que o município vá rescindir os contratos. A Prefeitura de Ipatinga não se pronunciou sobre o assunto nesta sexta-feira, mas prometeu se manifestar na semana que vem.
A coordenadora do Fórum Municipal das Entidades de Ipatinga (Fomenti), Cleoneide Oliveira, relatou que a reunião foi para informar aos vereadores a situação das entidades. Nossa intenção foi mostrar a eles o que está ocorrendo. Mandamos ofício para todos, mas somente dois comparecerão e três enviaram assessores. Estamos na expectativa de que não ocorra esse cancelamento de convênios, porque seria prejudicial para beneficiários e pessoas que trabalham nas entidades”, esclareceu.
O diretor e gerente de Comunicação do Sindicato das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas de Minas Gerais (Sinibref-MG), Paulo Henrique Canedo, disse que o sindicato está preocupado com a possibilidade de os convênios serem cancelados. Ele explica que diversos fatores preocupam, mas o principal é o fato de que as entidades terão de assumir encargos trabalhistas em razão das demissões que ocorrerão.
Caso isso ocorra, cerca de 3 mil pessoas deverão ser demitidas. O que foi informado é que a Prefeitura de Ipatinga não tem recursos para manter e terá de encerrar os repasses”, informa o diretor. Paulo Henrique acrescenta que, para tal, a PMI teria de comunicar por escrito a rescisão, o que ainda não ocorreu.
O representante do sindicato destaca que, em razão da redução de 30% e da possibilidade de encerramento dos convênios, irá ingressar com uma ação junto ao Ministério Público, já que muitas pessoas ficarão sem assistência. É preciso entender o impacto social e econômico caso essas alterações ocorram. As entidades fizeram planejamento até o mês de dezembro e têm compromissos a honrar”, salientou.
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