12 de setembro, de 2015 | 09:41
Encontro discute protagonismo feminino na política
Mulheres representam mais de 50% do eleitorado brasileiro
DA REDAÇÃO - A importância da igualdade de gênero e de estímulos formais que garantam mais mulheres na política pautaram as discussões da audiência pública que a Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou sexta feira (11) n câmara de Vereadores de Coronel Fabriciano.
Lembrando que as mulheres representam mais de 50% do eleitorado brasileiro, a presidente da comissão, deputada Rosângela Reis (Pros), responsável pelo requerimento que originou a reunião, enfatizou a importância de as disputas eleitorais serem mais equilibradas. Para ela, além da equiparação, é essencial mais mulheres ocupando também espaços de liderança.
A parlamentar citou matérias que tramitam em âmbito estadual e federal propondo percentuais mais equilibrados entre homens e mulheres nas campanhas eleitorais. Ela ressaltou a tramitação, na ALMG, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/15, que visa assegurar que a Mesa Diretora da Casa tenha, no mínimo, uma vaga para o sexo feminino.
Rosângela Reis lamentou o uso de mulheres como laranjas, apenas para cumprir a exigência do percentual legal” nas campanhas eleitorais. Para a deputada, é fundamental que as mulheres participem de verdade e, sobretudo, que tenham chance nas disputas. Nesse sentido, alertou, é primordial que as direções dos partidos reconheçam o valor da presença feminina, de fato e não para cumprir cota”.
A deputada informou que, após estudar os estatutos de diversas legendas, a comissão deliberou o encaminhamento de uma carta àquelas que não priorizam o sexo feminino, a fim de solicitar que incluam a paridade de gênero (com pelo menos 50% de mulheres candidatas). Além disso, a carta sugere que 5% do fundo partidário seja destinado às campanhas femininas, para que as mulheres tenham chance de disputa com mais igualdade.
Para a parlamentar a luta para ampliar o número de mulheres na política é suprapartidária. Cada vez mais, ocupamos diversos espaços com muita competência nas empresas e comunidades, mas a esfera política ainda é muito masculina, e a entrada da mulher é muito difícil. Por isso, temos de nos mobilizar nesta luta por mais espaço”, alertou.
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