15 de setembro, de 2015 | 17:28
Sem casa querem a suspensão de despejo em Timóteo
Administração divulga levantamento que aponta oportunistas infiltrados entre os que realmente precisam de moradia
TIMÓTEO A terça-feira foi marcada por protesto de dezenas de pessoas, moradoras de áreas de ocupação em três bairros da Regional Leste de Timóteo, que foram pedir ao governo municipal a suspensão do despejo das famílias que moram nas áreas públicas, de forma irregular.
Ao todo cerca de 300 famílias estão nas áreas, conforme um dos dirigentes do movimento popular em entrevista do Diário do Aço. Em no máximo dois meses as famílias que ocupam imóveis construídos em áreas públicas terão que esvaziar os terrenos que estão sob responsabilidade da prefeitura de Timóteo. Oficiais de Justiça farão cumprir a determinação judicial, com apoio de equipes da Polícia Militar. O protesto desta terça-feira foi sentido de levar o governo a pedir a suspensão da ordem judicial.
Os populares também reclamaram da falta de atenção do município de Timóteo com programas habitacionais, por seguidos governos, o que obriga famílias necessitadas a apelarem para movimentos como invasão de áreas públicas.
Governo explica
Em nota, o governo municipal informa que no ano de 2012, o município de Timóteo requereu judicialmente a reintegração de posse de terrenos ocupados irregularmente em áreas públicas nos bairros Recanto Verde, Limoeiro e Macuco.
Desde que foi impetrada a ação, a administração municipal tem se empenhado em buscar uma solução para a situação social dos ocupantes das áreas, neste sentido foram feitas várias reuniões com as lideranças do movimento no intento de resolver de forma definitiva o problema instaurado.
A nota afirma que, recentemente, o prefeito Keisson Drumond participou em Belo Horizonte de reunião com o presidente da Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab/MG) Claudius Vinicius Leite Pereira, e com a representante da Secretaria de Estado de Planejamento, Lígia Maria Alves Pereira, atendendo a convite da Mesa de Diálogo e Negociação, instância permanente instalada para tratar sobre as ocupações urbanas no estado.
Dessa reunião também participaram representantes das ocupações em Timóteo e da organização Brigadas Populares.
Na ocasião ficou definida a realização de um recadastramento dos ocupantes das áreas para apresentação definitiva de soluções. Entre os dias primeiro e oito de setembro, o governo realizou nova coleta de dados nas áreas ocupadas.
O levantamento agora se encontra em fase de finalização do relatório para ser encaminhado ao Governo do Estado, o que deve ocorrer até a próxima sexta feira.
O governo também afirma na nota que todos os esforços têm esbarrado na resistência de algumas pessoas, que não tem o perfil social necessário para serem atendidas pelos programas sociais, e que estão infiltrados no movimento, não permitindo o deslinde do processo, o que consideramos oportunismo”.
Conforme o levantamento da administração municipal existem nas áreas ocupadas vários casos de casas construídas irregularmente e que já estão alugadas, e outras que fogem totalmente do padrão popular, o que não é permitido pela legislação atual.
Por fim, esclarecemos que os ocupantes das áreas irregulares possuem advogados constituídos no Processo de Reintegração de Posse, que tramita na Comarca de Timóteo e que se encontra dentro do prazo para impetrarem recurso ordinário às instâncias superiores”, enfatiza a nota.
Já publicado sobre manifestações populares em Timóteo:
Manifestação fecha avenida em Timóteo - 04/09/2015
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