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17 de setembro, de 2015 | 19:27

Segundo dia de greve

Carteiros saíram às ruas de Ipatinga nesta quinta-feira, para demonstrar insatisfação


Funcionários dos Correios de Ipatinga promoveram, na manhã dessa quinta-feira (17), uma passeata cobrando melhores condições de trabalho e reajuste salarial.  

Em greve desde a quarta-feira, os trabalhadores reivindicam elevação de 12% nos salários, além de mais 22% para corrigir a perda salarial, devido à inflação. Cobram ainda a manutenção do plano de saúde.

Os agentes dos correios reclamam, também, da redução de efetivo. No começo do ano a Empresa Brasileira de Correios anunciou que lançaria ainda esse ano um novo concurso público, para seleção e contratação de pessoal, projeto que ainda não saiu.

O protesto ocorreu nas ruas do Centro de Ipatinga, uma das dezenas de cidades onde os profissionais fazem paralização.

Já publicado: 

Carteiros entram em greve - 16/09/2015

O que diz a empresa?

A assessoria de Comunicação dos Correios informou ao Diário do Aço que as operações ocorrem normalmente em todo o Brasil, apesar da greve.

“As agências estão abertas e os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis, com exceção dos serviços com hora marcada interestaduais”, informou a empresa.

Levantamento parcial realizado nesta quarta-feira (16) mostra que 90,69% do efetivo dos Correios está presente e trabalhando — o que corresponde a 108.185 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença. Em Minas, o movimento está concentrado na área de distribuição — do total de 6.861 carteiros que deveriam trabalhar hoje, 403 não compareceram (3,30%).

Nessas localidades, os Correios estão aplicando o Plano de Continuidade de Negócios, que inclui ações como deslocamento de empregados entre as unidades, apoio de pessoal administrativo e realização de horas extras. Caso haja necessidade, a empresa também pode promover mutirões para entrega nos fins de semana. Os serviços de hora marcada postados e entregues no mesmo Estado foram mantidos nas localidades em que não há paralisação.

Negociação

Em busca de acordo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ofereceu aos trabalhadores reajuste linear de R$ 200 em forma de gratificação (R$ 150 em agosto de 2015 e R$ 50 em janeiro de 2016), o que representa um aumento de cerca de 15% sobre o salário base inicial dos agentes de Correios (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo). A remuneração (salário mais adicionais) de um carteiro com dois anos de empresa hoje é de R$ 1.676.34. Pela proposta do TST, em agosto de 2016 esse trabalhador teria remuneração 15,74% maior (R$ 1.940,34).

A proposta inclui ainda manutenção do plano de saúde dos trabalhadores da forma como é hoje e reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche/babá a partir de agosto de 2015, entre outros pontos.

A empresa reiterou ainda que está tomando as ações necessárias para que haja a completa normalização da prestação dos serviços a seus clientes e a toda a sociedade brasileira no menor prazo possível.
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