21 de setembro, de 2015 | 20:00
Comissão de pais busca acordo para manter Colégio Angélica
Para o grupo, a afirmação das irmãs Carmelitas traz alívio à comunidade
DA REDAÇÃO Após a Congregação das Irmãs Carmelitas divulgar nota sobre a situação do imóvel do Colégio Angélica, a comissão de pais se manifestou sobre a resposta. A comissão, formada para evitar o fechamento da instituição, entendeu como positiva a manifestação feita pela Congregação.
Para o grupo, a afirmação pública das irmãs de que não pretendem vender o imóvel traz alívio à comunidade, que estava receosa com as investidas dos grupos econômicos sobre a área.
Conforme a nota, diante da declaração das Irmãs Carmelitas garantindo que estão abertas ao diálogo, a comissão espera, até amanhã (23), a confirmação de uma reunião com a Madre Superiora da instituição, para darem início às tratativas visando ao não fechamento da escola.
A comissão reconhece o trabalho das Irmãs Carmelitas durante os 61 anos que estiveram na região. Mas reconhecem, também, que a entrada das Irmãs Franciscanas na gestão da escola foi determinante na modernização do sistema de ensino, sem se distanciar de um modelo educacional ético e diferenciado que busca a formação de cidadãos de bem e a preservação de valores religiosos e da família”, divulgou, em nota, a comissão de pais.
A comissão acrescenta que a implantação do Colégio Angélica em Coronel Fabriciano remonta ao ano de 1950 e contou com participações decisivas, não só das Irmãs Carmelitas, mas do município, da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira e da Mitra Arquidiocesana.
Assim, diante da declaração das Irmãs Carmelitas de que não têm a intenção de retomar a administração do Colégio Angélica, a comissão de pais e alunos espera e confia na realização de um acordo com as mesmas que possibilite a realização de investimentos no imóvel e que torne viável a permanência das Irmãs Franciscanas à frente da gestão da escola”, conclui a nota.
Já publicado:
Irmãs Carmelitas divulgam nota sobre Colégio Angélica - 18/09/2015
Colégio Angélica anuncia encerramento de atividades - 16/09/2015
Prefeita solicita tombamento integral do prédio do Colégio Angélica
A prefeita Rosângela Mendes se reuniu com a comissão de pais e alunos pelo não fechamento do Colégio Angélica. O encontro ocorreu sexta-feira, 18/9, e contou com a participação do vice-prefeito, Bruno Torres; do representante do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, Amir José de Melo, a secretária de Governo e de Assistência Social, Júlia Restori, a secretária de Obras Públicas, Letícia Bittar, a secretária de Ordenação Urbana, Aline Duarte e o vereador Marcos da Luz.
Como resultado desse encontro, nesta segunda-feira (21), a prefeita Rosângela Mendes encaminhou pedido formal ao Conselho Municipal de Patrimônio Cultural solicitando o tombamento volumétrico integral do prédio do Colégio Angélica.
Em 1997, quando era Secretária de Educação e Cultura, instituí o Conselho de Patrimônio. Na ocasião, tombamos importantes bens culturais do município, entre eles a fachada do Angélica. Há 20 anos já nos preocupávamos com o futuro da escola”, afirma Rosângela Mendes.
A prefeita também reforça que a Administração Municipal solidariza-se com a comissão de pais e alunos e está a disposição em colaborar na luta pelo não fechamento da instituição. Esse é um importante ícone de nossa história, um dos principais cartões postais da região. Estamos tomando as providências cabíveis ao Poder Executivo para proteger esse patrimônio”, ressalta Rosângela Mendes.
Para Flávia Fontanela Andrade, membro da comissão de pais e alunos, o apoio recebido da Administração Municipal é muito importante. Estamos muito felizes com essa parceria, pois o Poder Executivo tem demostrado interesse em tomar as medidas possíveis contra o fechamento do Angélica. Queremos que o Colégio continue funcionando com sua tradição e qualidade de ensino”, afirma.
Reunião do Conselho
Na próxima quinta-feira (24), às 17h, membros do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural vão se reunir para analisar a solicitação de tombamento integral do prédio do Colégio Angélica. Somente após a análise e aprovação dos conselheiros, ficamos autorizados a iniciar os procedimentos de tombamento desse patrimônio cultural de nosso município”, afirma Rosângela.
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