24 de setembro, de 2015 | 16:48
São Camilo Timóteo retoma cirurgias bariátricas
Desde que a especialidade foi reativada, em agosto de 2013, foram realizados 50 procedimentos
DA REDAÇÃO - Desde que a especialidade de cirurgia bariátrica foi reativada no Hospital São Camilo Timóteo, em agosto de 2013, já foram realizados 50 procedimentos pelo cirurgião geral Anderson Freitas Morais e por João Batista Rodrigues, uma média de 25 por ano. O médico é responsável pelos procedimentos que atendem à microrregião.
O principal tipo de cirurgia bariátrica, denominado de Capela”, consiste na redução da capacidade gástrica (de 2 litros para 50 ml), associada ao desvio do intestino para evitar a absorção de nutrientes no organismo da pessoa obesa. É uma cirurgia de grande porte que dura em torno de 100 minutos, avaliada com grau de dificuldade 9, numa escala de 0 a 10.
Feita por meio da videolaparoscopia a cirurgia possibilita uma recuperação rápida. Atualmente, o paciente fica 2 dias internado, antigamente eram de 7 a 10 dias. Após 30 dias do procedimento o paciente está 100% recuperado para voltar às suas atividades normais. Em caso de necessidade de cirurgias plásticas ou reparadoras, elas são realizadas após 2 anos”, destaca.
Para estar apto à cirurgia bariátrica, o paciente tem que ter quadro de obesidade há mais de 5 anos, Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35, com patologia associada, como diabetes ou hipertensão e ter realizado pelo menos 2 anos de tratamento clínico sem sucesso. Segundo o cirurgião geral, tanto a cirurgia como o tratamento demandam mudança radical nos hábitos.
Basicamente, é mudança na alimentação para redução de peso de forma saudável e inserção contínua da atividade física. É o que endocrinologistas e nutricionistas indicam no tratamento clínico para evitar a cirurgia bariátrica. Não havendo sucesso, é indicada a cirurgia, porém, a cirurgia não é a solução da obesidade, apenas o início de uma possível solução exatamente por requerer as mesmas mudanças de hábitos que o tratamento clínico”, afirma Anderson Morais.
Acompanhamento
Pelo próprio procedimento que inibe a absorção de nutrientes no organismo o paciente deve fazer acompanhamento contínuo com endocrinologista e nutricionista, para ingestão de complexos vitamínicos e avaliações de reposição nutricional. Além disto, o paciente necessita de psicólogos para auxílio.
E para evitar casos de reganho de peso, caracterizados principalmente pela não aderência ao tratamento e uso excessivo de bebida alcoólica, o paciente deve estar muito preparado para a nova mudança de vida.
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