26 de setembro, de 2015 | 20:00

Indefinição sobre retomada da obra da BR-381

Dnit dará resposta na quinta-feira sobre prosseguimento de lotes 1 e 2, entre Governador Valadares e trevo de Jaguaraçu


IPATINGA – O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem até o dia 1º de outubro para definir a situação dos lotes 1 e 2 (Governador Valadares ao trevo Jaguaraçu/Marliéria) da obra de duplicação da BR-381. Nesse trecho, as atividades estão totalmente paralisadas. Recentemente, o órgão se manifestou em conformidade com alguns tópicos apresentados pelo Grupo Isolux/Corsan/Engevix. Como ainda existe discordância em alguns aspectos, a Justiça Federal abriu vista, dando cinco dias úteis de prazo para que o consórcio analise a manifestação do Dnit.

Anteriormente, o consórcio havia considerado viável a realização das obras remanescentes da BR-381, desde que o Dnit cumpra pré-requisitos técnicos. No mês de agosto, o consórcio chegou a protocolar pedido de desistência dos lotes 1 e 2, dando início a um esforço da Justiça para que a obra não fosse abandonada. Sobre a situação, o coordenador do Movimento Nova 381 e presidente da Regional Vale do Aço da Federação das Indústrias o Estado de Minas Gerais (Fiemg), Luciano Araújo, observa que existe um trabalho para que se resolva o mais rapidamente possível.

Ele observa que após a Isolux tentar devolver os lotes 1 e 2, a Justiça Federal entrou no processo pedindo que se cumprisse a etapa já iniciada, porque não é possível passar para outra empresa uma obra inacabada. “Não se sabe o que foi feito, gerando prejuízo enorme para o país. A ideia que se propôs para a Isolux é que pelo menos conclua o que começou. Ela já aceitou, porém colocou algumas condicionantes, uma delas é que tivesse o depósito em juízo por parte do Dnit, para assegurar o pagamento dessa conclusão de obra”, disse. 
Wôlmer Ezequiel


Luciano Araújo


Luciano Araújo destaca que a participação da Justiça tem sido importante, fazendo a intermediação entre o Dnit e o consórcio, para ver se ajusta a retomada da obra. “Aí teríamos mais uns quatro a seis meses da Isolux para concluir sua parte e o restante seria feito uma nova licitação”, aponta.
 


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