28 de setembro, de 2015 | 17:50

Campanha mobiliza doadores de sangue

Voluntários à doação devem estar alimentados, ter dormido bem na noite anterio


DA REDAÇÃO - O sangue humano é insubstituível e todos os dias alguém precisa dele para viver. É usado por pacientes hematológicos, com câncer e outras doenças que precisam de transfusões frequentes; vítimas de queimaduras e de acidentes graves que serão submetidos a cirurgias de urgência ou para aqueles que passarão por cirurgias eletivas (programadas). E quem está com boa saúde pode ajudar a salvar vidas: basta ser doador de sangue.

Os voluntários precisam ter idade entre 18 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos e não ter sofrido hepatite ou doença de Chagas após os 10 anos. Pessoas a partir de 16 anos também podem doar, desde que autorizados pelos pais ou responsáveis. Quem preencher estes pré-requisitos é convidado a participar do mutirão de doação de sangue programado para o próximo sábado (3/10), no campus do Unileste em Ipatinga (rua Bárbara Heliodora, 725, Bom Retiro), de 9h às 16h. A campanha é uma realização da Prefeitura de Ipatinga e da Fundação Hemominas em parceria com o centro universitário.

Farmacêutica da Agência Transfusional do Hospital Municipal de Ipatinga, Monise Fonseca, reforça que o procedimento de doação de sangue é rápido e seguro. “O material usado é descartável e não há qualquer risco de transmissão de doenças. Em cada doação são retirados cerca de 450 mililitros de sangue, volume que é reposto pelo organismo do doador em até 24 horas. A única recomendação é evitar atividades físicas intensas após a doação”, esclarece. Todo o procedimento, entre coleta, entrevista e avaliação clínica do candidato, dura em média 60 minutos.

No dia da coleta, os voluntários à doação devem estar alimentados, ter dormido bem na noite anterior (mínimo seis horas), não ter ingerido bebida alcoólica 12 horas antes e, se for tabagista, não fumar até duas horas antes. É necessário apresentar documento oficial com foto.

Meta
Com o mutirão prende-se captar 150 bolsas. Apenas o Hospital Municipal consome, em média, 110 bolsas de sangue por mês. A iniciativa da campanha é liderada por Ipatinga, mas o sangue coletado ajuda a abastecer os estoques de outros hospitais do Vale do Aço conveniados à Fundação Hemominas, como São Camilo Tumóteo, Unimed e São Camilo Coronel Fabriciano.

A demanda por sangue é constante e todos os grupos sanguíneos são bem vindos, com destaque para o fator negativo. Mas entre uma doação e outra há um prazo a ser obedecido: 60 dias para homens e 90 dias para mulheres. Também existem os impedimentos temporários: gripe ou resfriado, vacina recente e uso de alguns medicamentos. Daí a importância do cadastro de novos voluntários à doação.

Os alunos do Centro Educacional Pequeno Cidadão são os parceiros mais recentes da causa e da Agência Transfusional de Ipatinga. Eles ainda não têm idade para doar, mas já trabalham para sensibilizar novos doadores: pais, vizinhos e familiares. O tema foi incorporado à gincana escolar, com pontos extras para os estudantes que convenceram adultos a participar da palestra sobre o tema e pontos em dobro para àqueles que mobilizarem voluntários para o próximo mutirão.

“Os alunos foram motivados a pensar em ações concretas para ajudar o próximo. A ideia da doação de sangue, que tem o poder de salvar vidas, partiu de uma aluna e foi abraçada pelos demais. Acreditamos que as crianças podem ser multiplicadores e sensibilizar a família. Além disso, já estamos trabalhando para formar novos cidadãos”, pontua a diretora Selina Sevidanes Nogueira.

 
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