29 de setembro, de 2015 | 13:26
Usiminas concentra em Ipatinga produção de chapas
Medida deverá ter pouco impacto na geração e empregos
DA REDAÇÃO - A decisão da Usiminas, em paralisar a produção de chapas grossas, na unidade da usina em Cubatão, São Paulo, anunciada semana passada, não deve impactar de forma expressiva as operações na planta da siderúrgica em Ipatinga.
A companhia divulgou que o laminador instalado na fábrica em Ipatinga irá concentrar toda a produção de chapas, mas não há previsão de novas contratações, uma vez que a demanda pelo aço no mercado interno é baixa em função da crise econômica.
A capacidade instalada do laminador em Ipatinga é de um milhão de toneladas de aço/ano, a mesma capacidade do laminador desativado temporariamente em Cubatão.
Chapas grossas é um produto siderúrgico utilizado, principalmente, pelo setor naval e do petróleo e gás, máquinas pesadas e geração de energia, justamente os setores mais atingidos pela queda na atividade econômica no Brasil.
A Usiminas, que possui atualmente cerca de 3 mil empregados diretos na unidade em Cubatão e 4,5 mil em Ipatinga, não descarta a possibilidade de cortes de pessoal, embora tenha afirmado em nota enviada à imprensa que fará o máximo possível para preservar os empregos na planta paulistana.
Sobre a decisão de manter apenas o laminador de Ipatinga em operação deu-se pelo fato de o equipamento ser mais atualizado tecnologicamente. A unidade concentrará a produção e atendimento aos clientes, já que possui também a tecnologia de resfriamento acelerado, o que, segundo a companhia, permite a fabricação de chapas com alta resistência mecânica.
Explicação
A suspensão foi necessária, segundo a empresa, pela queda de demanda desse produto provocada pela crise econômica. "O objetivo é adequá-la ao baixo nível de demanda, contribuindo para preservar a competitividade da companhia no atual cenário", informou a siderúrgica em nota à imprensa.
Esta é a segunda unidade que tem as atividades suspensas na usina de Cubatão. A primeira foi o Alto Forno 1, no dia 31 de maio deste ano. A siderúrgica também desligou o alto forno nº 1 da usina de Ipatinga, em 4 de junho, reduzindo sua produção de ferro gusa (material para fazer as chapas de aço) em cerca de 120 mil toneladas ao mês.
A suspensão operacional da unidade em Cubatão "reflete a desaceleração da produção do setor siderúrgico brasileiro, que tem vivido uma de suas piores crises", ainda na nota. E acrescenta que os últimos dados do Instituto Aço Brasil reforçam este cenário: as vendas de produtos siderúrgicos para o mercado interno tiveram queda de 13,5% nos oito primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2014. (Com informações do jornal A Tribuna e Diário do Comércio).
Mais:
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