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02 de outubro, de 2015 | 19:00

Corte no Farmácia Popular mobiliza farmacêuticos

Associação teme impactos com a derrubada de investimentos no programa em 2016


IPATINGA - A Associação dos Farmacêuticos do Vale do Aço (AFVA) teme os impactos dos cortes que o governo federal anuncia no programa Farmácia Popular em 2016. A Proposta de Lei Orçamentária Anual para 2016 (PLOA 2016) enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional prevê redução de R$ 578 milhões na iniciativa no próximo ano, confirma o Ministério da Saúde. Diretora secretária da AFVA, Gizele Leal chama a manobra de “impensada”.

O programa do Ministério da Saúde oferece medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto para a população. São remédios para o tratamento de doenças como o colesterol, osteoporose, doença de Parkinson e glaucoma. Na Região Metropolitana do Vale do Aço, há farmácias próprias do programa e farmácias conveniadas com o "Aqui Tem Farmácia Popular".

Em comunicado, o Ministério da Saúde ressalta que a ideia dos cortes no programa não é definitiva, uma vez que tem de ser discutida e aprovada pelo Congresso. A pasta negou informações de que a iniciativa será encerrada no ano que vem, mas confirmou as reduções. “Caso o orçamento seja aprovado da forma como foi encaminhado ao Congresso, serão mantidos os 14 medicamentos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, cuja oferta é gratuita ao cidadão. Esses produtos respondem por mais de 85% dos pacientes atendidos mensalmente pelo programa”.

Wôlmer Ezequiel


Gizele Leal


Em relação aos medicamentos com descontos, não há recursos previstos. “Isso traz um impacto gigantesco à sociedade, em especial à população idosa que gasta um percentual elevado de seus vencimentos com medicação. Com a restrição ou a possibilidade de exclusão do programa, haverá um caos principalmente na vida de aposentados”, critica Gizele Leal.

Em âmbito estadual, informa a farmacêutica, há 7.806 drogarias. Dessas, 5.417 são drogarias credenciadas pelo "Aqui Tem Farmácia Popular". Elas oferecem 112 medicamentos à população com preços menores. “Com a possibilidade de exclusão da rede de descontos, tememos que ocorra uma redução das drogarias existentes. Várias empresas se sustentam com essa ajuda do governo por meio do programa”, lamenta Gizele.

O repasse zerado para o Aqui Tem Farmácia Popular em 2016 mobilizou a categoria. “Nós farmacêuticos em uma comissão, composta por representantes do Conselho Federal de Farmácia, inclusive, com o objetivo de chegar mais próximo dos legisladores. Já houve algumas reuniões e há agendas programadas no intuito de reverter esse quadro”, encerrou a diretora da AFVA.  

 
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