08 de outubro, de 2015 | 10:58
Seminário regional sobre Dengue, Chikungunya e Zika vírus
Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, discute diretrizes de controle e prevenção
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano realiza o Seminário de Diretrizes Estaduais para Controle da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus nesta quinta-feira (8/10) e sexta-feira (9/10).
Realizado pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, o seminário tem como objetivo discutir as diretrizes de controle e prevenção à dengue e definir as estratégias de atuação dos municípios.
O evento é uma continuação da Oficina de Elaboração das Diretrizes Estaduais para Controle da Dengue, Febre Chikungunya e Zika ocorrida em julho e contará com a participação dos 35 municípios sob jurisdição da SRS de Coronel Fabriciano.
No Brasil, gastos com a dengue chegam a R$ 2,7 bilhões
O descuido não é de todos, mas a coletividade é quem está pagando a conta, há muitos anos. Em apenas um ano, a dengue custou ao País cerca de R$ 2,7 bilhões, mostra estudo publicado na edição de setembro da revista Plos Neglected Tropical Diseases e apresentada na 17ª Jornada de Imunizações, em Curitiba.
O combate às endemias tropicais,entre elas a dengue, tem grande responsabilidade da população, que poderia ajudar o poder público na eliminação dos focos de criadouros do mosquito transmissor, mas não é o que ocorre na prática. E todos acabam por pagar a conta.
Com base em dados de 2.035 pacientes infectados pela doença em 2013, pesquisadores de dez instituições brasileiras e internacionais calcularam quanto a dengue pode custar para os sistemas de saúde público e privado e para a população. "Entram nesse custo social gastos com dias perdidos de trabalho, deslocamento e alimentação para unidades de saúde e outros encargos", explica João Bosco Siqueira Junior, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Goiás (UFGO) e um dos autores do estudo.
Maiores
De acordo com a pesquisa, os gastos dos sistemas de saúde ficam em torno de R$ 1 bilhão por ano, enquanto as despesas indiretas da população com a doença chegam a R$ 1,7 bilhão. "E temos de lembrar que nem todas as pessoas com a doença procuram as unidades de saúde. Portanto, o número de casos e, consequentemente, os gastos devem ser muito maiores", diz o especialista.
No caso das despesas com saúde, os maiores gastos são com procedimentos ambulatoriais, que consomem R$ 843 milhões. Os custos com internações hospitalares são de R$ 172 milhões. Para Siqueira Junior, o governo federal deve considerar esses gastos para definir a efetividade de futuras estratégias de combate, como a compra de vacinas contra a dengue, ainda em fase de aprovação.
"A carga social da doença é muito alta. Esse valor equivale, por exemplo, ao dobro do que é investido com prevenção da dengue", diz o pesquisador.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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