31 de outubro, de 2015 | 20:00

Expectativa por retomada dos lotes 1 e 2

Dirigente cita expectativa que consórcio acerte passivo com fornecedores do Vale do Aço


IPATINGA – Desperdício de dinheiro público e perda de obras já realizadas devido ao período chuvoso. Essa é a preocupação do coordenador do Movimento Nova 381 e presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, relativamente às obras paradas de duplicação do trecho Norte da BR-381. Conforme o empresário,  lideranças regionais mantêm a expectativa de uma retomada das obras até o próximo dia 15 de novembro, com o Grupo Isolux/Corsan/Engevix reativando intervenções nos lotes 1 e 2.

No trecho, que vai de Governador Valadares ao trevo de acesso a  Jaguaraçu, as atividades estão totalmente paralisadas. Por questões econômicas e contratuais, a Isolux tentou devolver os lotes e a Justiça Federal entrou no processo, pedindo à empresa o cumprimento da etapa já iniciada. “Com esse procedimento, caso seja feita uma nova licitação, que seja licitado daí para frente. Se licitar do jeito como está, quem ganhar teria que refazer o trabalho porque não sabe o que foi feito. Isso geraria mais prejuízo aos cofres públicos”, lamenta.

O coordenador cita, ainda, a expectativa de que o grupo acerte um passivo de cerca de R$ 3 milhões com empresários do Vale do Aço o mais breve possível. “Estamos trabalhando para que a empresa acerte isso antes de retomar essas obras”, resumiu. O impasse ainda não avançou para um consenso.

Em outubro, uma comitiva integrada por parlamentares da região, representantes de entidades e de municípios do Vale do Aço e do Rio Doce, se reuniu com o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas Gerais, Carlos Evandro Coelho da Fonseca. Além dos lotes 1 e 2, outra preocupação é com os túneis Antônio Dias e Prainha, já prontos, que até o momento “ligam nada a lugar nenhum”.

Luciano Araújo destaca que o túnel da Prainha, feito pelo consórcio Toniolo-Busnello/GP deverá ser entregue nesta semana. Ele frisa que as obras de integração dos túneis à estrada é “fundamental”. “Eles estão lá e precisam ser utilizados”, pondera.

O foco do Movimento Nova 381, afirma Luciano, é a manutenção das obras já realizadas. É o caso, além da ligação aos túneis, do lote 7, de Barão de Cocais ao trevo de Caeté. “Foi feita muita obra de terraplanagem. Agora, com a redução do orçamento de R$ 26 milhões para R$ 8 milhões por mês, a construtora teve que reduzir a 1/3 suas atividades, desmobilizando uma série de ações. Além de atrasar o cronograma, nós teremos desperdício de dinheiro público”, pontua, citando que a chuva poderá afetar a área que já sofreu intervenções.

No “estrangulamento financeiro” que inviabiliza as obras, empreiteiras que requisitam um novo cálculo com relação aos gastos previstos, além de trechos que ainda serão licitados, o prazo para conclusão da sonhada duplicação está a perder de vista. “Tínhamos um prazo inicial para dezembro de 2017, e com uma restruturação foi para 2019. Mas, sinceramente, com o cronograma que está agora e com a questão de recursos que tiraram das obras, terá que ser repensado esse prazo”, encerrou Luciano Araújo. 


O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

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