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05 de novembro, de 2015 | 18:02

Plano de Cargos e Carreira é aprovado em Ipatinga

Projeto foi apreciado em primeira votação, durante reunião extraordinária


IPATINGA – O plenário da Câmara de Vereadores de Ipatinga ficou lotado durante a reunião extraordinária, ocorrida nessa quinta-feira (5). Servidores da educação aguardavam ansiosamente a apreciação do PL 77/2015, que trata da estruturação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Servidores da Educação. A matéria foi aprovada em primeira votação, o que a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) de Ipatinga, Cida Lima, classificou como “coroação de uma luta antiga”. 

Dois vereadores utilizaram a tribuna para se manifestar sobre o projeto. Apesar de votar a favor, o vereador Roberto Carlos Muniz (PTdoB) ponderou sobre a matéria. “Vários técnicos dessa Casa consideram que não condiz com a realidade das contas públicas. Votamos favoravelmente porque dá um passo em direção à valorização do servidor, mas só vamos ver o impacto após a aprovação e implementação do projeto”, disse.

Por sua vez, Werley Glicério Furbino, o Ley do Trânsito (PSD), reafirmou seu compromisso com os servidores da educação. “Vocês estiveram aqui muitas vezes para buscar direitos. Essa tribuna foi utilizada várias vezes pelo Sind-UTE e estão de parabéns. Queríamos votar esse projeto rápido, mas não foi possível antes”, pontuou.

Cida Lima destaca que a aprovação representa para a categoria a vitória de uma luta antiga. Ela destaca que toda luta da educação, feita em âmbito nacional, estadual, municipal tem alcançado avanços como a lei do piso, plano de carreira e Plano Nacional de Educação. “São frutos de nossas lutas, que temos nos mobilizado há muito tempo. Estamos desde 2008 lutando pelo piso e implantação da carreira e isso quer dizer que o município está atrasado pelo menos sete anos”, avaliou.

Ela observa que o plano significa o cumprimento de lei federal e municipal, já que está nas metas do plano municipal de educação. “Significa também a valorização da educação e proporciona qualidade para a categoria. Pensar em plano de carreira é valorizar o educador e com isso conquistar qualidade na educação pública”, acrescentou.

Progressão
A coordenadora cita como avanço a possibilidade de progredir por tempo de carreira, por formação continuada e por formação acadêmica. Antes existia “formação acadêmica 2%”, onde era possível fazer um curso de pós-graduação, por exemplo. Agora, está embutida na carreira a possiblidade de crescimento. “Incentivar o trabalhador da área a se formar, a estudar é também valorizar a educação. Significa várias possibilidades de crescimento na carreira, não somente na base salarial, mas o crescimento na formação”, concluiu Cida Lima.
 

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