10 de novembro, de 2015 | 09:56
Manifestação pró-Impeachment em Ipatinga
Boneca inflável que simboliza a presidente Dilma Rousseff foi utilizado em protesto
Com atualização às 18h.
DA REDAÇÃO - Um pequeno grupo de ativistas a favor do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), ergueu um boneco inflável apelidado de "Bandilma" nessa terça-feira (10/11) em dois pontos de Ipatinga. O protesto ocorreu pela manhã na avenida Minas Gerais, no bairro Caçula, e à tarde na rodovia BR-381, em frente à Estação Ferroviária.
O manifesto transcorreu com tranquilidade, segundo os participantes. Não podemos permitir um grande acordo que está sendo construído em Brasília, de tudo que está acontecendo transformar-se em pizza”, afirmou o coordenador do Movimento Vem Pra Rua no município, Everton Campos.
Os organizadores se dizem surpresos com a adesão das pessoas que passaram pelos locais. Motoristas também promoveram um buzinaço” ao verem o boneco.
A manifestação, acrescenta um dos organizadores, Elianderson Lima, é para chamar a atenção à necessidade do apoio à Justiça Federal, nas ações contra os políticos e empresários processados por corrupção, principalmente no escândalo dos contratos da Petrobras. O ato também pediu o impeachment da presidente Dilma Rousseff, manobra que depende da maioria do Congresso Nacional.
Como é o julgamento político?
O impeachment do presidente da República é um processo político complexo. Primeiramente é preciso haver uma denúncia de improbidade, que deve ser protocolada na Câmara dos Deputados, o que já foi feito.
Em seguida, o presidente da Casa, atualmente Eduardo Cunha (PMDB), não tem poder exclusivo de decisão, apenas pode tornar o processo mais rápido ou mais devagar. Lá, dois terços dos deputados têm que votar pela aprovação da denúncia.
Assim, se 342 deputados federais concordarem com o julgamento, a matéria é encaminhada para o Senado Federal, órgão capacitado a processar e julgar o impeachment. Nessa fase, o presidente da República fica suspenso temporariamente do cargo, e o vice-presidente, no caso atual Michel Temer (PMDB), assume.
A partir daí, o Senado fica encarregado de ouvir as testemunhas, colher provas, emprestando poderes até então apenas de responsabilidade do Judiciário.
Com o intuito de tornar os trabalhos de apuração mais imparciais possíveis, é o presidente da Corte Máxima brasileira quem preside a sessão de julgamento. Ou seja, Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), dirigiria o processo.
Já publicado:
Manifestação no domingo - 14/08/2015
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