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10 de novembro, de 2015 | 20:00

Usuários de droga participam de audiência coletiva

Objetivo é orientar pessoas que já tiveram envolvimento com drogas


FABRICIANO – Aproximadamente 30 jovens participaram de uma audiência no Fórum Doutor Orlando Milanez, realizada na tarde dessa terça-feira (10) em Coronel Fabriciano. O objetivo do Juizado Especial, em parceria com o Ministério Público e Polícia Militar, é orientar pessoas que já tiveram envolvimento com drogas no município, evidenciando a repercussão do uso da droga, tanto individual, quanto socialmente.

Titular do Juizado Especial Criminal de Coronel Fabriciano, o juiz de Direito, Eduardo Tavares Viana, explica que a audiência visa trazer maior conteúdo aos usuários de droga. “Trazemos pessoas que já foram usuárias à Polícia Militar e o Ministério Público e fazemos uma abrangência, cada um em sua área técnica, com conteúdo que possa alcançá-los de forma mais significativa”, destacou. 

A audiência é uma possibilidade de advertência da Lei 11.343. Normalmente, são feitas de forma individual, entretanto, a equipe tem aproveitado para realizar de forma coletiva, para alcançar maior repercussão. “O objetivo é de educação, orientação. Já tivemos retorno de pessoas que sentiram que esse conteúdo foi de grande importância. Percebemos que as manifestações atingem as pessoas, cada um de uma forma”, avaliou.

Os participantes são em sua maioria jovens, de no máximo 30 anos. O magistrado aponta que o problema da droga está no fato de que, quando não atinge diretamente pelo uso, atinge indiretamente com base nos outros crimes. O juiz observa que é comum ver o sequestro, roubo, ou furto, para financiar a aquisição da droga. “Nossa intenção é trazer, por parte do Judiciário e do Ministério Público, uma visão mais ampla da repercussão de tudo o que pode acontecer com essas pessoas. Queremos contribuir para colocar um freio nessa situação, enquanto há tempo”, resume.

Durante o ano são realizadas de três a quatro audiências coletivas, conforme o volume de pessoas. Os membros do Juizado, do MP e da PM, fazem abordagens como punição, transação penal, as consequências e possibilidades, entre outras situações. As equipes das comunidades terapêuticas fazem abordagem com ex-usuários e a forma de enfrentamento. A Polícia Militar leva conteúdo com slides, números e dados estatísticos.

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