19 de novembro, de 2015 | 18:10
Seminário discute negócios na cadeia do petróleo, gás e energias renováveis
Empresários do setor buscam oportunidades para a prospecção de novos negócios e alertam sobre formação profissional
IPATINGA A importância da cadeia produtiva de petróleo e gás e energias renováveis foi tema de seminário nessa quinta-feira (19). Promovido pelo Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Vale do Aço (Sindimiva), o evento foi realizado no auditório da Fiemg Regional Vale do Aço.
O presidente do Sindimiva, Carlos Afonso de Carvalho, pontua que objetivo do encontro foi o de disponibilizar informações que permitam aos participantes ampliar o conhecimento. Queremos que possam identificar oportunidades para a prospecção de novos negócios e aguçar o interesse dos estudantes na formação de profissionais com perfil para atender a demanda do setor”, disse.
O vice-presidente do sindicato, Jeferson Bachour Coelho, acrescenta que não somente a questão do Petróleo tem destaque no seminário, mas também a parte de gás natural e energia eólica. Uma energia limpa e renovável, que está sendo difundida. Queremos trazer esse conhecimento para as empresas, até porque existe todo um parque fabril, fabricando essas unidades. Precisamos elevar o conhecimento de todos e começar a potencializar isso na região”, aponta.
Jeferson ocupa a cadeira destinada a Minas Gerais no Conselho da Organização da Indústria do Petróleo. Por meio do cargo, foi feita uma agenda para o segmento de petróleo, levada ao Ministério de Minas e Energia, que tem como ministro Eduardo Braga. A intenção é potencializar a cadeia e criar um novo ciclo de desenvolvimento, com diversos pontos para beneficiar a indústria de petróleo.
Um deles é acabar com essa questão de a Petrobras ser operador único do pré-sal. Em todo leilão do pré-sal, a Petrobras tem de participar e ter 30% dessas áreas potencializadas pra ela. Isso impede que haja leilões, porque a empresa não tem condição hoje de fazer esses investimentos. Se bloqueia leilões, bloqueia então as indústrias, que não vão poder fornecer para a indústria do petróleo”, argumenta.
O presidente da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Eduardo Lima, explica que o cenário de distribuição de gás natural tem uma perspectiva de crescimento em longo prazo. Mas, momentaneamente, dentro da atual conjuntura, o mercado está impactado. Ele acrescenta que o Vale do Aço representa 43% do volume comercializado pela Gasmig. Temos aqui a Cenibra, Aperam e Usiminas, por exemplo, que são alguns dos grandes clientes que atendemos. Por isso, damos sempre um tratamento prioritário para a região em razão do volume comercializado”, relata.
A Gasmig está preocupada em ampliar a comercialização do Gás Natural Veicular (GNV) para agregar mais competitividade nesse setor, expandindo os postos de atendimento. Uma reformulação na politica comercial está sendo feita, para ofertar, em condições mais vantajosas, o combustível para os postos revendedores de GNV.
Ele observa que há expectativa de que o mercado volte a crescer e a companhia tem trabalhado dentro do governo para buscar uma carga tributária menor, além de incentivos em termos de redução do ICMS e do IPVA. Como já ocorre nos outros estados. Minas tem uma alíquota do ICMS em cima do GNV de 18%. Todos os estados vizinhos como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, têm apenas 12%. Precisamos agregar competividade em termos de alíquotas tributárias”, concluiu o dirigente.
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