04 de dezembro, de 2015 | 20:00

Defesa Civil sob alerta em Fabriciano

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva para os próximos dias no Vale do Aço


DA REDAÇÃO – O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que as atuais condições meteorológicas do Vale Aço são favoráveis à ocorrência de fortes pancadas de chuva neste fim de semana e nos próximos dias. O meteorologista Claudemir de Azevedo, do 5º Distrito do Inmet, em Belo Horizonte, diz que a instabilidade climática que paira sobre a região deve ser intensificada por uma frente fria que se aproxima.

“As pancadas de chuva podem ocorrer durante a tarde e à noite”, diz. Para este mês, o especialista esclarece que o acumulado de chuva previsto é de 322 mm para o Vale do Aço. “Há a expectativa de chuvas fortes especialmente ao longo desta primeira quinzena de dezembro”, acrescenta.

Na Região Metropolitana do Vale do Aço, uma das principais cidades prejudicadas pela chuva é Coronel Fabriciano. Conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a chuva que caiu na madrugada da última terça-feira (1º) no município foi de 82 milímetros em apenas seis horas. “A tromba d’água fez o ribeirão Caladão subir cerca de 2,5m”, informa a prefeitura. Na ocasião, diversos estragos foram registrados na cidade.

O coordenador da Defesa Civil de Fabriciano, Irnac Valadares, reconhece o alerta de período chuvoso para o município. Ele pontua que bairros com áreas de riscos recebem vistorias periódicas e as inspeções são intensificadas neste mês em comunidades como Manoel Domingos, Prainha, Dom Helvécio, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Penha, Recanto Verde, Córrego Alto, Frederico Ozanan, Mangueiras e outros.

O coordenador lamenta um risco este ano em toda a região e especialmente em Fabriciano, com a topografia acidentada e as queimadas criminosas que devastaram topos de morro e podem deixar o solo vulnerável. “(Com a chuva) Há uma movimentação de todo o material que é carreado para as vias públicas do município e consequentemente vai para as bocas de lobo e chegam ao leito dos ribeirões”, cita. Um criterioso controle, aponta, é feito diante da ameaça. “O solo, por ora, ainda não está saturado”, afirma, ao ser questionado sobre o registro de solo encharcado e riscos de deslizamentos de terra.

Irnac Valadares reforça que há 30 pontos mapeados e considerados de risco na cidade. Ações conjuntas foram alinhadas com a Defesa Civil estadual, o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, entre outros agentes. O coordenador cita ainda que ações preventivas são realizadas pelo governo, como a construção de drenagens, contenções de encostas e a limpeza do ribeirão.

Um alerta de Valadares é em relação ao bom senso da população, uma vez que os lixos e entulhos depositados às margens do ribeirão Caladão causam obstrução e agravam as enchentes.


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Comentários

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Luiz Antonio Barbosa

19 de julho, 2017 | 18:41

“caros colegas estou preocupado com a situação do muro da rua caxâmbu,recentemente fiz um alerta da precariedade deste muro,esta inclinando a cada dia existe um eminente risco de desabamento, temos criança na rua ,fizeram visitas mas não foi tomado providencias ,por favor não deixem que aconteça um desastre para depois ser tomado providencias aguardo retorno grato.”

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