17 de dezembro, de 2015 | 18:02

Prefeita de Ipatinga avalia ações para recuperação do rio Doce

Força-tarefa formada pelo governador Pimentel realiza terceira reunião de trabalho


A prefeita de Ipatinga, Cecília Ferramenta, participou nesta quinta-feira (17/12), em Belo Horizonte, da terceira reunião do Grupo de Força-Tarefa instituído pelo governador Fernando Pimentel para acompanhar os desdobramentos dos desastres ocorridos em Mariana, que acabaram atingindo o rio Doce. “Estamos acompanhado todos os passos dados pelos órgãos públicos e a iniciativa privada para restabelecer as condições sociais, ambientais e econômicas nos municípios da nossa região”, comentou Cecília Ferramenta, que participa do grupo, ao lado de prefeitos de Governador Valadares, Tumiritinga, Mariana e Rio Doce.

A reunião desta quinta-feira foi coordenada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru), Tadeu Leite, com as presenças também de representantes do Gabinete Militar do Governador, Advocacia Geral do Estado, Copasa, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e Cemig. Durante o encontro, foram apresentados laudos e informações técnicas sobre as condições da barragem da usina hidrelétrica de Candonga, que possui atualmente 9 milhões de metros cúbicos de rejeitos derramados pela Samarco. Segundo informações do consórcio responsável pelo empreendimento, a situação é de segurança e o projeto é realizar a dragagem dos rejeitos, evitando que possam ser carreados para o rio Doce.

“As informações apuradas até aqui demonstram que os órgãos estaduais estão fazendo todos os esforços no sentido de garantir o apoio necessário aos municípios, às empresas e à população atingidas pelo desastre”, afirmou a prefeita de Ipatinga. Segundo os órgãos de tratamento e controle dos recursos hídricos, os níveis de potabilidade das águas do rio Doce estão normais e próprias ao consumo humano.

A prefeita Cecília Ferramenta explicou que as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), São Paulo (USP), Ouro Preto (UFOP) e Alfenas (Unifal) e Fapemig também colocaram suas respectivas áreas de pesquisas para apoiar as ações governamentais, nos levantamentos e acompanhamentos das medidas em curso. “A contribuição especializada dessas instituições vai resultar em informações mais detalhadas sobre os aspectos sociais e operacionais que envolvem o setor de mineração, apontando possibilidades de aproveitamento e reaproveitamento de rejeitos na produção de insumos para construção civil”, adiantou a prefeita de Ipatinga.
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