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23 de dezembro, de 2015 | 20:00

SRS investiga caso de microcefalia na região

Pessoas com suspeita de contágio do Zika e Chikungunya são monitoradas


DA REDAÇÃO – A Superintendência Regional de Saúde (SRS), sediada em Coronel Fabriciano, investiga se um caso de microcefalia notificado no município de Santana do Paraíso tem relação com o vírus Zika. Um processo de investigação epidemiológica, para além da notificação da microcefalia, monitora outros casos suspeitos de febre Chikungunya e Zika no Vale do Aço. Até o momento, no entanto, não há nenhum resultado positivo para essas doenças na área de abrangência da SRS, que responde por 35 municípios, segundo informa o órgão.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções - caso do vírus Zika. Esse último ganhou a atenção nacional depois que foi confirmado que filhos de gestantes infectadas podem nascer com a malformação irreversível e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos.

Devido ao surto de microcefalia que se espalha pelo país, o assunto gerou um alerta na região e em todo o estado. “Desde que saiu o estudo da associação do vírus Zika à microcefalia, o estado abriu um alerta e emitiu uma nota técnica solicitando que todas as unidades de assistência médica notifiquem, de forma imediata, qualquer caso de microcefalia”, esclarece a referência técnica da SRS, Madalena Rodrigues.

A servidora reforça que não há nenhum caso confirmado no estado da doença. Mas, há pessoas com suspeição de febre Zika no Vale do Aço e que são monitoradas. “Temos casos que foram enviadas amostras (sorológicas) para a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e aguardamos”, pontuou Madalena, resguardando dados das ocorrências de suspeições e o município de origem dessas notificações.

A transmissão mais conhecida do vírus Zika é pelo mosquito Aedes aegypti, também transmissor da dengue e da febre Chikungunya. Além de causar microcefalia, a literatura médica registra que o Zika também pode desencadear a Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune onde o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano.

Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas


Madalena Rodrigues
 

Entre os sintomas da Zika estão erupções na pele, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, vermelhidão nos olhos, náuseas, fotofobia, conjuntivite e coceira intensa. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya. A SRS orienta a qualquer pessoa que perceber esses sinais a procurarem de imediato uma unidade de saúde.

A circulação do vírus causador da febre Chikungunya também preocupa o órgão. Um paciente com os sintomas dessa doença é monitorado no âmbito local. “Consideramos como suspeito o caso daquela pessoa que esteve em uma área endêmica e que veio para o município apresentando sinais e sintomas da doença. Foi realizada a sorologia e encaminhada à Funed, que é o órgão responsável pela análise da amostra, e estamos aguardando o resultado oficial”, acrescentou a referência técnica em febres hemorrágicas.

Sobre a dengue, em 2015 (dado fechado até esta quarta-feira) o Vale do Aço teve um total de 1.242 casos confirmados da doença, ante a 1.846 episódios notificados. O maior número de registros ocorreram nos municípios de Ipatinga e Coronel Fabriciano, com 753 e 228 casos confirmados, respectivamente. Nenhum óbito por dengue foi notificado este ano na abrangência da SRS.

Uma forma de evitar essas doenças é o controle do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. “Intensificamos as ações de combate ao vetor das doenças. Repassamos orientações com relação ao envio de protocolo a todos os hospitais e unidades de saúde, mantendo uma vigilância maior aos casos notificados. Além de pedir a população atenção aos sintomas”, destacou Madalena Rodrigues. A SRS pediu a contribuição da comunidade no combate aos focos do mosquito.

 
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