28 de dezembro, de 2015 | 09:12
O Fusca de Natal
Ornamentado, antigo VW foi atração na noite de Natal, em Timóteo e fez uma festa em um abrigo de crianças
Um fusquinha bem caracterizado saiu às ruas de Timóteo na noite de 24/12 mexendo com a alegria da criançada e dos adultos. Não tinha ninguém que não parasse para ver o carro do Papai-Noel” passando. Esta é a terceira vez que jovens se unem para colocar o Fusca de Natal nas ruas e este ano teve um destino nobre: um abrigo para crianças abandonadas ou retiradas de suas famílias.
Carreatas se formaram atrás do antigo VW. Buzinas de cumprimentos e aprovação eram demonstrações de carinhos que nos incentivavam ainda mais os organizadores da façanha.
Muita gente gritava dentro e fora dos veículos para tirarem fotos junto a ele. Apesar da alegria manifestada nas ruas, o fusquinha tinha uma missão: levar um pouco de alegria, esperança e a mensagem de Deus às crianças da Casa Lar Ipê, no bairro Bromélias e, em especial, atender a um pedido, uma cartinha de uma garotinha de 11 anos ao Papai-Noel entregue pelos Correios, pedindo uma simples sandália.
O pedido humilde comoveu a todos, e lá se foi o fusquinha e sua carreata ao Córrego do Caçador, no bairro João XXIII, onde funciona a Casa Lar Ipê.
A iniciativa foi organizada pelos evangélicos da Igreja Presbiteriana Eldorado e levou, além de doces e brinquedos à menininha e seus amiguinhos, o verdadeiro significado do Natal, que às vezes acaba perdido em meio às festas de fim de ano.
Foram entregues bíblias, uma mensagem do nosso Salvador dada pelo presbítero Edimilson, e orações à vida das crianças.
Ao fim de tudo tivemos todos uma certeza que fomos mais agraciados do que as crianças ali, ao receber cada abraço, cada sorriso, o brilho em cada olhar, por presenciar tamanha alegria de pessoas com o coraçãozinho realmente puro, lembrando-nos da frase de Cristo”, afirma Rodrigo Batista que foi o motorista do Fusca de Natal.
Rodrigo explica que as crianças moram na casa e a maioria passou o dia de Natal lá, apenas com as funcionárias de plantão. É uma tristeza para nossa sociedade”, enfatiza Rodrigo Batista.
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