29 de dezembro, de 2015 | 17:00

Crise econômica leva setor do aço a regredir oito anos

A estagnação econômica atingiu os principais consumidores industriais de aço


DA REDAÇÃO - A mais grave crise da história da siderurgia brasileira. Assim o Instituto Aço Brasil (IABr), entidade que reúne as principais fabricantes de aço do País, define o momento atual do mercado. A estagnação econômica atingiu em cheio os principais consumidores industriais de aço, impactando a capacidade produtiva das usinas, de acordo com a assessoria do IABr.

O setor automotivo, por exemplo, é um dos principais mercados de produtos siderúrgicos. De janeiro a novembro, a produção de veículos foi 22,3% menor do que a do mesmo período de 2014, regredindo ao mesmo patamar de 2005. Já o setor de distribuição de aço amargou vendas 22,7% menores nos 11 primeiros meses de 2015, ante o observado no mesmo intervalo de 2014. Estes dois setores respondem por cerca de 2/3 das vendas da Usiminas para o mercado interno.

Assim, a estimativa do IABr é que o consumo de aço no País deva cair 16,5% em 2015 na comparação com o ano passado, regredindo aos níveis de 2007. Para 2016, a previsão de consumo é ainda pior: queda de 5,1% em relação a 2015.

A consequência da baixa demanda pode ser sentida em toda a indústria siderúrgica. Em Ipatinga, por exemplo, a Usiminas teve que abafar temporariamente um de seus três altos-fornos em junho. Já na Usina de Cubatão, além de abafar outro alto-forno e um laminador, a realidade do mercado obrigou a empresa a desativar toda a área de produção de aço bruto, preservando, entretanto, os outros laminadores e a área portuária.

Mas não é somente na Usiminas que estas paralisações de produção tem ocorrido. O IABr catalogou cerca de 50 unidades produtivas desativadas atualmente na siderurgia brasileira. E este número pode crescer, segundo a entidade. Durante a semana passada, circularam informações dando conta de que a CSN, em Volta Redonda (RJ), também abafará um de seus altos-fornos, o que levaria a um corte de 30% da capacidade produtiva da usina.
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