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29 de dezembro, de 2015 | 20:00

Câmara de Joanésia devolve R$ 45 mil à prefeitura

Valor representativo para o pequeno município será utilizado para pagar o 13º


DA REDAÇÃO – O Legislativo de Joanésia devolveu, nessa terça-feira (29/12), R$ 45 mil aos cofres públicos do município. O presidente da Câmara de Vereadores, José Fábio de Alvarenga (PRB), disse que, para conseguir poupar dinheiro do orçamento da Casa Legislativa, “houve bom senso dos parlamentares, cortes e uma gestão responsável e coerente dos recursos públicos”.

Ao longo deste ano, o Legislativo de Joanésia recebeu do Executivo municipal o total mensal de R$ 54 mil, conforme o presidente da Casa. A sobra orçamentária devolvida à prefeitura da cidade nessa terça-feira foi resultado de economias feitas durante todo o ano. “Desde que entramos, no mês de janeiro, fizemos uma economia com viagens, hospedagens e outros gastos. Essa economia visou driblar a crise financeira que o país está passando”, pontuou o vereador.

“Os R$ 45 mil serão aplicados na quitação do 13º salário dos servidores da prefeitura, uma vez que o arrocho financeiro atrasou os vencimentos”, relata o parlamentar.

O município de Joanésia tem pouco mais de cinco mil habitantes, de acordo com o IBGE. Em todo o país, prefeituras sofrem com a crise financeira, em especial as de cidades pequenas. As receitas das administrações públicas para este ano não acompanharam o crescimento das despesas e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), frente ao peso da inflação, pouco representa de aumento real aos governos. 

“Enquanto não entrar gestores com muita responsabilidade e firmeza para controlar gastos públicos, acho que será muito difícil seguir em frente. Desde que fui prefeito, por dois mandatos, sempre trabalhei com superávit. Nunca passei de um ano para o outro com dívidas na prefeitura. Procurava economizar naquilo que era possível. Agora, como presidente da Câmara, continuo no mesmo ritmo”, resume José Fábio.

O vereador citou avanços em 2015 no município, a exemplo da suspensão da cobrança da taxa de iluminação pública. “Conseguimos provar que a cobrança ocorria indevidamente e o valor era excessivo. Hoje, ela está suspensa até a regularização (do serviço)”, concluiu.

 
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