09 de janeiro, de 2016 | 20:00
Impasse da 760 motiva novas paralisações
Populares pretendem parar rodovias para exigir recomeço das obras
DA REDAÇÃO Inconformados com a demora na retomada das obras de pavimentação da LMG-760, moradores do distrito de Cava Grande, no município de Marliéria, planejam novas paralisações em importantes rodovias da região. O líder comunitário José Carlos Mateus procurou o DIÁRIO DO AÇO para reiterar a indignação em torno do novo prazo previsto para o reinício das obras: no segundo semestre deste ano, conforme o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).
José Carlos lamentou a posição do órgão de que qualquer intervenção na estrada só deverá ocorrer após a conclusão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). A reivindicação dele é que o governo mineiro dê início e prioridade às obras no perímetro que está fora da zona de amortecimento do Parque Estadual do Rio Doce (Perd).
Entre as exigências, por exemplo, está a construção da alça rodoviária que passará pelos bairros Macuco e Limoeiro, em Timóteo, até sair no contorno rodoviário da BR-381. O desvio ficará a cerca de 1,2 quilômetro do distrito de Cava Grande e é importante para não comprometer o trânsito urbano de Timóteo, lembra José Carlos. A intervenção demanda a construção de pontes e, conforme avalia o líder comunitário, é uma das mais complexas e dispendiosas do projeto de pavimentação.
Sem a alça rodoviária não existe a LMG-760. Timóteo não suporta um trânsito pesado no trecho atual. Se há o dinheiro, por que não começar as obras? Vivemos um momento de muito desemprego e as obras darão oportunidade aos trabalhadores e famílias especialmente de municípios como Marliéria e Dionísio. Estamos cansados de ser iludidos sobre a LMG-760”, discursou José Carlos.
O morador de Cava Grande lembra que diversas paralisações em rodovias para chamar atenção já ocorreram nos anos anteriores, e o intuito é retomar as mobilizações. Sem informar data e programação, ele disse que um dos primeiros alvos dos manifestantes é o entroncamento da BR-262, em São José do Goiabal.
José Carlos criticou ainda os imbróglios ambientais que travaram a pavimentação na falta de consenso entre o Ministério Público e DER desde que as obras foram suspensas no fim de 2013, um novo pedido de licenciamento foi feito em 2014. Vivemos uma ditadura ambiental. Estamos reféns do Parque Estadual do Rio Doce. Por que a estrada-parque não passou pelos mesmos problemas?”, indaga.
SOBRE O ASSUNTO:
DER diz que retomada da MG-760 ocorrerá no próximo semestre - 07/01/2016
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